![]() Minimizar Riscos, Maximizar Benefícios. |
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Por Tito de Morais Após escrever a primeira parte deste artigo, tomei conhecimento do lançamento do Magalhães, o computador portátil com ligação opcional à Internet que irá ser oferecido e/ou vendido a baixo custo a 500.000 crianças portuguesas do primeiro ciclo de ensino. Mais do que nunca, achei importante e relevante escrever este artigo. Assim como no artigo anterior achei positiva a iniciativa tomada pelo Parlamento Português em Julho relativamente à recomendação ao Governo sobre a criação de "uma campanha de prevenção dos riscos da Internet para as crianças", acho igualmente positiva esta iniciativa que visa dotar os 500.000 alunos do primeiro ciclo de ensino com um computador portátil. Esta iniciativa, assim como o programa e-escola que abrange já o 3º ciclo e o secundário - e de que o 2º ciclo fica até agora inexplicavelmente excluído - são meritórias, mas desenganem-se aqueles que consideram que os computadores na sala de aula vão mudar a educação. A quem assim ainda pensar, recomendo a leitura do ensaio "At School, Technology Starts to Turn a Corner", publicado recentemente no New York Times. Neste ensaio, uma citação de Bob Pearlman, director de planeamento estratégico da New Technology Foundation, chamou-me a atenção: "A menos que se mude a forma como ensinamos e como os miúdos funcionam, as novas tecnologias não vão realmente fazer a diferença". Esta ideia é excelentemente ilustrada pelo vídeo abaixo intitulado "Tecnologia e Metodologia" (obrigado à Prof. Teresa Pombo pela referência).
E isto leva-me ao tema que desejo abordar hoje, as pessoas.
As Pessoas: Professores, Pais e Alunos
Sobrevalorizando as tecnologias e não dando a devida importância às pessoas, corremos o risco de estarmos a dar um valente tiro no pé. Sem o devido enquadramento, e recordo que o programa e-escolas já vai no seu segundo ano, corremos o risco de estarmos a dotar os alunos com aquilo a que, com base no estudo The Effect of Computer Use on Child Outcomes (PDF - 495 KB) da autoria de dois investigadores americanos, Ray Fisman chamou "The $100 Distraction Device", explicando no seu artigo na Slate, porque oferecer portáteis a crianças desfavorecidas pode não resultar na melhoria da sua performance escolar. O esforço no sentido de incentivar a adopção das tecnologias na educação é a todos os níveis louvável, mas é preocupante que tal não se faça acompanhado por um esforço idêntico ao nível da promoção da utilização ética, responsável e segura. Por fim, recordo aqui o que escrevi já em 2003, nos primeiros artigos que estão disponíveis do site do Projectos MiudosSegurosNa.Net e onde já aflorava algumas destas questões:
A terminar, fica a promessa de para a semana encerrar esta série de artigos, referindo então o papel da tecnologia, no meio de tudo isto.
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