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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2008 - JANEIRO
Conteúdos Enganadores ou Falsos na Internet
Por Tito de Morais

A qualidade - ou a falta dela - dos conteúdos na Internet é um dos temas que habitualmente abordo nas acções de sensibilização para pais e alunos em que participo como orador ou formador. Recentemente, numa acção com alunos, pude confirmar a importância da abordagem deste tema. Daí este artigo.

Um dos aspectos que habitualmente foco nas acções de sensibilização em que participo como orador ou formador prende-se com as diferenças ao nível da auto-regulação entre os meios de informação e comunicação tradicionais e a Internet. Nos meios de informação e comunicação tradicionais - televisão, rádio e imprensa escrita - existe uma estrutura hierárquica de responsabilização. Essa estrutura é inexistente na esmagadora maioria dos sites disponíveis na Internet. Por exemplo, num jornal, essa hierarquia de responsabilização começa no jornalista, passa pelo editor, pelo chefe de redacção e termina no director do jornal que é o responsável máximo sobre tudo o que se publique nesse jornal. O mesmo acontece nas estações de rádio e televisão, onde existem os cargos equivalentes de director de informação, director de programas, director de antena, etc. Na esmagadora maioria dos sites existentes na Internet, essa hierarquia de responsabilização não existe. Assim, na Internet, qualquer pessoa pode publicar a maior das baboseiras sem ser responsabilizado perante terceiros por o fazer. E se mesmo em alguns meios de informação e comunicação tradicionais essa responsabilização é por vezes complicada - vejam-se as manchetes de alguns jornais e revistas sensacionalistas - na Internet, muito mais. Por este motivo, abundam na Internet os sites sobre supostas teorias da conspiração, conteúdos difamatórios, etc..

Da Inexistência do Holocausto à Ida à Lua
A este propósito, nas acções em que participo, habitualmente refiro como exemplos a existência de conteúdos que defendem a alegada inexistência do holocausto e que a ida do Homem à Lua foi um embuste gigantesco. Sobre este último caso, já em 2004 escrevi o artigo "Ciber Factos ou Ciber Disparates?" cuja leitura aconselho. Mas estes são apenas dois exemplos, porque como já afirmei e expliquei porquê, na Internet existem múltiplos sites com supostas teorias da conspiração, conteúdos difamatórios, propagandísticos, enganadores ou manifestamente falsos.

"Tem Tanta Certeza Que o Homem Foi à Lua?"
Recentemente, numa das acções em que participei com alunos foquei, como habitualmente faço, estes dois exemplos. No final da sessão um jovem veio ter comigo. "Ouvi o que referiu sobre a ida do Homem à Lua, mas não quis dizer nada. Tem assim tanta certeza de que o Homem foi à Lua?! Então procure por um site sobre a fraude do século", desafiou-me. Este foi o ponto de partida para uma conversa sobre o tema. Quando a Internet é usada cada vez mais como a principal fonte de informação de muitos jovens, mas não só, tal coloca-nos perante um desafio. Como evitar a repetição e a apologia de muitas destas baboseiras por crianças, jovens e até adultos?

A Credibilidade das Fontes de Informação
Durante a conversa com o aluno, tive oportunidade de explicar que, como eu, a generalidade das pessoas não possui conhecimentos suficientes de física, de óptica, etc. para poder rebater um por um muitos dos argumentos apresentados nesse tipo de sites - no caso, sobre a suposta fraude do século. Alertei que, por isso, é importante saber avaliar a credibilidade e a fiabilidade dos conteúdos disponíveis na Internet e, adoptarmos algumas das regras e critérios geralmente usadas por jornalistas. Isto é, nunca nos cingirmos a uma única fonte de informação e procurarmos sempre pelo menos três fontes que confirmem uma informação. Por outro lado é importante não deixar de consultarmos sites que apresentem pontos de vista opostos para podermos formar a nossa própria opinião. Resumindo, seja na imprensa escrita, radiofónica, televisiva ou online, é sempre importante não tomarmos por certo o que lemos, mas pensarmos criticamente sobre o que lemos de forma a formarmos a nossa própria opinião. Assim, mais importante do que eu dizer-lhe que o Homem foi ou não foi à Lua e ele tomar isso como certo só porque eu ou outra pessoa lho diz, mais importante é ele seguir os critérios que lhe refiro acima. Acho que não ficou convencido e dado que na sessão destinada a pais o tema veio de novo à baila, a associação de pais solicitou-me no sentido de disponibilizar informação que ajude os alunos a avaliar a credibilidade de um website.

Assim, no próximo artigo irei fornecer um conjunto de critérios que podem ser usados na avaliação da qualidade da informação disponível na Internet e que nos ajudam a distinguir o trigo do joio.



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