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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2008 - JANEIRO
Mundos Virtuais: Os Novos Recreios Infantis
Por Tito de Morais

Nos dias que precederam o Natal, recebi uma mensagem de correio electrónico de uma mãe com filhos entre os 8 e os 12 anos de idade que me perguntava: "Com as redes sociais a proliferar na net, como devo explicar a uma criança em idade escolar que há redes sociais boas e outras perigosas?"

Também já tive e continuo a ter pontualmente esse problema, pelo que posso aqui partilhar a minha experiência. Quando o meu filho mais novo terminou o 1 ciclo pediu-me para começar a usar o Messenger e rapidamente veio o pedido para aderir ao hi5, depois a este, depois aquele e agora aqueloutro. Relativamente ao hi5 recusei e a razão invocada é a mesma que poderia usar para muitos outras redes sociais ou mundos virtuais. A idade mínima. No caso do hi5, o primeiro parágrafo das "Condições de Serviço" estipulam que os serviços se destinam "unicamente ao acesso e utilização por indivíduos com idade igual ou superior a trezes (13) anos". A maioria das redes sociais e dos mundos virtuais inclui cláusulas semelhantes, variando geralmente a idade entre os 13 e os 15 anos. Assunto encerrado? Nem por isso...

Tal Como no Cinema
De facto, o assunto não ficou por ali encerrado, nem tão pouco mais ou menos. Ficou no caso do hi5, recordando-lhe alguns casos de que vou tendo conhecimento e sobre os quais vamos falando cá em casa e sublinhando que o facto de ser uma rede para uma idade superior à dele, faz com que por vezes os conteúdos e os contactos não sejam adequados à idade dele. Mas como sentia que ele precisava de alternativas para não se sentir excluído. Assim, a cada pedido de adesão a uma rede ou a um mundo virtual, procedi como faço com o cinema e os jogos de vídeo. Tal como não o deixo ir ver um filme para maiores de 16 anos ao cinema, também não quero que ele se registe em sites - sejam eles redes sociais ou mundos virtuais - para idades superiores. Assim, dou uma vista de olhos à classificação e por vezes até sou capaz de abrir excepções. Assim, abrimos algumas contas em conjunto que ele rapidamente deixou de usar até que se fixou numa que tem usando de forma regular desde então e que dá pelo nome de Habbo Hotel. No entanto, este site também se destina a maiores de 13 anos, encerrando também alguns riscos que procuro mitigar acompanhando a sua utilização.

Mundos Virtuais Para Crianças
A julgar pelas notícias que vamos lendo, vendo ou ouvido na comunicação social podemos ficar com a ideia que os mundos virtuais como o Second Life "é o que está a dar". O New York Times, num seu artigo de 31 de Dezembro de 2007 - Web Playgrounds of the Very Young - confirma a ideia que eu já tinha exprimido no blogue, no artigo Redes Sociais Infantis, relativamente à proliferação das redes sociais ou dos mundos virtuais para crianças. O que tal representa para nós pais? Bem estas são as equivalentes infantis das redes sociais e dos mundos virtuais para adolescentes e para adultos. Nesse sentido tratam-se das tais alternativas que eu sentia que precisava de dar ao meu filho quando lhe dizia que não ao hi5. O problema que antevejo é que o comercialismo parece-me muito mais intenso nestas redes e nestes mundos virtuais para crianças do que seria desejável. Nestes mundos virtuais, circula "dinheiro virtual" que serve para comprar "bens virtuais". Esse dinheiro virtual pode ser adquirido enviando uma mensagem de SMS por telemóvel e o "bem" é depositado na conta do utilizador no site. Alguns sites desenvolveram mesmo a ligação dos mundos reais aos virtuais através do merchandising. Não é assim de admirar que, conforme refere o artigo do New York Times, Steve Wadsworth, Presidente do Walt Disney Internet Group tenha afirmado "existe aqui uma oportunidade massiva". É o que também devem pensar os accionistas de muitos outros fabricantes de produtos para crianças.

No artigo Redes Sociais Infantis, forneci uma ligação para o artigo "Worthy Tween/Kid Communities" no blogue de Izzy Neis, uma aficionada da cultura popular (especialmente no domínio do entretenimento para crianças), onde são referidas cerca de 4 dezenas destas alternativas, algumas das quais com versões em português, tais como Littlest Pet Shop, MuggleNet e Neopets. Estou certo que brevemente outras surgirão em língua portuguesa.



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