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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2007 - OUTUBRO
Fotos e Trabalhos de Alunos na Internet - Parte I
Por Tito de Morais

Já escrevi sobre a importância da adopção de procedimentos de segurança relativos à publicação de fotografias de alunos na Internet. No entanto, continuo a receber pedidos de conselhos sobre este assunto. Volto ao tema, acrescentando algumas notas sobre a publicação de trabalhos de alunos na Internet.

Em Dezembro de 2006 e Janeiro deste ano escrevi e publiquei aqui o artigo em duas partes "Fotos de Alunos na Internet" (Parte I e Parte II). Na altura, o artigo foi suscitado por mensagens que recebi relacionadas com a publicação de fotos de crianças, jovens e até de adultos em sites, blogues e comunidades ou redes sociais. Neles fiz referência a outros artigos onde de alguma forma o tema era abordado, ligando o tema à publicação de imagens de alunos na Internet por parte dos seus professores. Terminei a primeira parte desse artigo alertando para a necessidade do Ministério da Educação criar uma norma e um modelo que regulamentasse a publicação de fotos de alunos na Internet que vinculasse todas as escolas do país, não deixando espaço para a improvisação. Esta semana, volto ao assunto na sequência de uma mensagem que recebi recentemente.

O Email Que Recebi
Como o próprio site refere, o Moodle é sistema de gestão de cursos (course management system - CMS), distribuído gratuitamente segundo o modelo Open Source (Código Aberto). Concebido com base em princípios pedagógicos sólidos para ajudar educadores a criarem comunidades de aprendizagem online eficazes, o Moodle oferece funcionalidades altamente interactivas tais como fóruns, gestão de conteúdos e recursos, questionários e sondagens com diversos tipos de perguntas, blogues, wikis, bases de dados, chat, glossários e avaliação entre-pares, entre outras, e permite o desenvolvimento de funcionalidade adicionais. Não é assim de admirar que muitas escolas, centros de formação, empresas e organizações, mas sobretudo as primeiras adoptem esta plataforma de e-learning que actualmente é usada em mais de 34.000 sites em 195 países, 75 idiomas, com mais de 14 milhões de utilizadores, perto de 2 milhões de professores e mais de 1 milhão de cursos. Usado pela Amazon.Com para formar os seus funcionários, o Moodle é também muito popular em países de língua portuguesa, sendo usado em Angola (3 sites), Cabo Verde (3 sites), Moçambique (7 sites), São Tomé e Príncipe (1 site), mas sobretudo no Brasil (1681 sites) e Portugal (1257 sites).

O Moodle em Portugal
Em Portugal, capitalizando a experiência com o Moodle de organizações como a Educom (Associação Portuguesa de Telemática Educativa) e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, o Ministério da Educação, através da Equipa CRIE (Computadores, Redes e Internet nas Escolas) da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, lançou o projecto moodle-edu.pt visando a disseminação generalizada desta plataforma por todo o ensino básico e secundário como forma de potenciar o ensino e a aprendizagem online nestes níveis de ensino. O projecto, que que arrancou em Julho de 2005, "conta com a participação activa dos Centros de Competência CRIE sediados em diferentes instituições do ensino superior, redes de centros de formação, associações", centros de formação de professores e seus formadores e, claro está, escolas e agrupamentos de escolas do ensino básico e escolas secundárias. Desenvolvido em quatro fases, o projecto teve a sua generalização nos 2º e 3º períodos do ano lectivo transacto (2006/2007), com a disponibilização da plataforma a escolas interessadas no quadro de um acordo de colaboração entre a FCCN (Fundação para a Computação Científica Nacional) e o Ministério da Educação. Desta forma, foi assim colocado "à disposição das escolas portuguesas um ambiente digital de trabalho potencialmente capaz de sustentar a criação de Campus virtuais nas escolas do ensino básico e secundário, em articulação com o objectivo do programa Ligar Portugal".

Para um projecto que leva já mais de dois anos de vida e que abrange um elevado número de escolas portuguesas, seria de esperar que o seu processo de implementação tivesse previsto o fornecimento de orientações e procedimentos que responderiam à pergunta do leitor sobre a publicação de fotos de alunos e professores nos perfis de utilizador do Moodle. Infelizmente, aparentemente não é o que acontece, o que não é de estranhar. Não é de estranhar porque, infelizmente, ao esforço desenvolvido pelo Estado Português ao nível da promoção da utilização das tecnologias de informação e comunicação pela população em geral, crianças e jovens em particular, não tem correspondido igual preocupação ao nível da disseminação generalizada de orientações e procedimentos ao nível da segurança da informação e dos utilizadores. Dado que nove meses depois de ter abordado o assunto, aparentemente tudo continua na mesma, volto ao tema. Assim, o artigo da próxima semana fornecerá algumas orientações e boas práticas que têm sido seguidas noutras países.



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