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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2007 - SETEMBRO
"Quanto Tempo é Muito Tempo?"
Por Tito de Morais

"Sou mãe de uma menina de 9 anos que adora navegar e jogar na net. No entanto, não sei e não encontrei até hoje, nenhum artigo ou site que me indique o número de horas diárias aconselháveis que uma criança deve estar frente a um PC. Seja a jogar ou a navegar na net. Será que me pode tirar esta dúvida?"

Esta foi a pergunta que recentemente me foi remetida por uma leitora. Já aqui escrevi sobre o assunto, mas relendo os artigos, apercebi-me que não respondo à questão. Por acreditar que esta pode ser uma dúvida comum a muitos leitores, resolvi dedicar-lhe este artigo.

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De facto, já aqui abordei a questão da regulamentação do tempo de utilização do computador e da Internet. Abordei a questão nos artigos "Agarrados ao Ecrã?", "7 Regras Para a Segurança Online de Crianças e Jovens" (Parte I e Parte II), "Contrato Familiar Sobre a Utilização da Internet" e "Internet em Demasia? Eis o Que Fazer..." (Parte I e Parte II). No entanto, se estes artigos ajudam a perceber o problema e como lhe fazer face, ao abordar a questão nunca respondi peremptoriamente à pergunta agora colocada pela leitora, deixando esse aspecto ao critério do leitor. É o que farei a seguir.

2 Horas de Tempo de Ecrã
Entre outras recomendações, no seu documento "Media Guidelines For Parents", a Academia Americana de Pediatria (AAP), sugere a criação de limites do tempo total de ecrã para as crianças. Nesta orientação a AAP, sugere que nesse tempo total de ecrã seja incluído o tempo de visionamento de televisão, vídeo, jogos de vídeo ou computador e navegação na Internet. A AAP recomenda ainda que o limite para o tempo de ecrã - incluindo todos os dispositivos acima referidos e não apenas o computador - não ultrapasse uma a duas horas por dia para crianças mais velhas e que as crianças com menos de dois anos não devem ter tempo de ecrã. Para a observação destes limites a AAP sugere a utilização de um relógio/cronómetro (no género dos que são usados na cozinha), acrescentando que quando o relógio/cronómetro soar, o tempo de ecrã para a criança terminou, sem excepções. Esta é a recomendação da AAP. Concorde-se ou não com esta recomendação, é bom tê-la bem presente, e aconselho também vivamente a leitura do documento acima referido pois fornece-nos muitas e boas sugestões para ajudar os pais e os filhos a lidar com os media.

Bom Senso Q.B.
Se esta recomendação foi estabelecida por razões de saúde e se muito provavelmente tem toda a razão de ser, na prática pode ser difícil de manter. Particularmente no caso de adolescentes. De facto, se questionarmos pais e encarregados de educação sobre estes limites, muitos provavelmente considerá-los-ão demasiado baixos. A maioria das crianças e dos jovens serão provavelmente da mesma opinião. No entanto, se considerarmos que cada hora que uma criança despende frente a um ecrã - seja de televisão, consola ou computador - corresponde a uma hora de sedentarismo, uma hora durante a qual não estão a fazer qualquer exercício físico, talvez se comece a perceber a razão de ser da recomendação da AAP. Como pais e encarregados de educação compete-nos usar do bom senso. Para isso, entre outros aspectos, deveremos levar em linha de conta a idade da criança, a sua configuração física e o seu nível de actividade física. Por outro lado, deverá questionar-se sobre se deverá ou não incluir nesses limites o tempo utilizado ao computador para efectuar trabalhos escolares e se achar que estes se estão a prolongar mais do que seria razoável e sentir que o tempo de utilização se está a tornar num problema, então talvez se justifique monitorizar a utilização ou até falar com o(s) professor(es) da criança.

Outras Ponderações
Outro aspecto que poderá querer levar em linha de conta é definir tempos de utilização diferentes para dispositivos diferentes e não de um forma global como sugere a AAP. Por outro lado, em princípio as crianças - nos adolescentes é definitivamente diferente - aceitarão sem grande problema os limites de que temos estado a falar e conseguirão encontrar outras formar mais produtivas de se entreterem e usarem o tempo disponível. Mas se sentir alguma resistência, é importante averiguar a sua razão de ser e aí poderá descobrir que o seu papel é mais importante do que à partida pensaria. É assim crucial que os ajude a descobrir actividades que lhes dêem prazer e que os mantenham física e mentalmente activos. Por exemplo, o meu miúdo de 10 anos adora jogar futebol comigo. Nem que seja um "baliza-a-baliza" na cozinha, com uma peúga enrolada a fazer de bola! Os jogos de tabuleiro podem também servir de exemplo.

À luz do exemplo do futebol e dos jogos de tabuleiro que refiro acima, a que poderíamos acrescentar passeios de bicicleta, passeios a pé e outras actividades - dentro e fora de casa - o problema está naquilo que não fazemos para o tempo de ecrã crescer desmesuradamente e não neste facto em si. Resumindo, a televisão, os computadores, as consolas de jogos, o computador e a Internet não são o problema, a menos que os deixemos tomar conta da nossa vida. E quando isso acontece, geralmente é porque deixamos de fazer o que deveríamos fazer: ajudar os nossos filhos a levar uma vida mais saudável, equilibrada e produtiva.



Artigos Anteriores:
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> A Tecnologia, Por Si Só, Não é Solução
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