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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2006 - MARÇO
Promover a Segurança, Mas Responsavelmente
Por Tito de Morais

As analogias são uma forma de "descomplicar" as coisas, de as tornar mais acessíveis. Como falo e escrevo para pessoas que nem sempre são versadas em "informatiquês", uso analogias com frequência. O mês passado vi como se pode "torcer" uma analogia para que o que estamos a dizer pareça fazer sentido.

Em informática e na segurança informática em particular, falar em bits e bytes pode, só por si, "assustar" e afastar aqueles que estão menos familiarizados com as novas tecnologias de informação e comunicação. As analogias surgem, assim, como uma excelente ferramenta para "descomplicar" as coisas. Simplificar ideias e conceitos. Torná-los menos complexos. Mais acessíveis e mais fáceis de ser entendidos pelo comum dos mortais. Como muitas vezes escrevo e falo para pessoas que nem sempre são versadas em "informatiquês", recorro ao uso de analogias com frequência. No entanto, o mês passado vi como se pode pegar naquilo que podia ser uma excelente analogia, "torcê-la" a tal ponto que ela nada tenha a ver com o que se quer dizer. Resumindo e sem fazer juízos de intenções, que quero acreditar tenham sido as melhores, vi como se pode promover a segurança de crianças e jovens online de uma forma irresponsável.

Segurança Rodoviária
A segurança rodoviária, por exemplo, é uma das áreas que se presta a inúmeras analogias, quando falamos da segurança de crianças e jovens na Internet. Uma das analogias que uso com frequência em acções de sensibilização sobre este tema publiquei-a em Julho do ano passado no artigo "Segurança Rodoviária & Segurança Internet".

Conferência em Fevereiro
No início de Fevereiro, recorri mais uma vez a esta analogia para explicar de uma forma simples e acessível as estratégias que famílias, escolas e comunidades podem seguir no sentido de minimizar os riscos a que crianças e jovens podem estar expostos online. O orador que se me seguiu, no início da sua apresentação achou por bem pegar no tema da segurança rodoviária para, através de uma analogia, explicar o conceito de risco.

"O Que é o Risco?"
Foi assim que um professor universitário iniciou a sua intervenção sobre a segurança de crianças e jovens na Internet. Prosseguiu explicando que o risco é aquele traço branco que separa as duas faixas de rodagem de uma estrada e que nós por vezes decidimos pisar. Ao ficar-se por esta explicação demasiado simplista, e esquecendo-se de acrescentar uma série de elementos que poderiam tornar esta uma excelente analogia, acabou por fazer a promoção do risco e não a promoção da segurança. Quiçá inadvertidamente.

O Que Faltou
Como disse acima, faltou acrescentar uma série de coisas. Faltou acrescentar, por exemplo, que por vezes aqueles que escolhem não pisar o risco e que seguem sossegadamente sem incomodar ninguém, são vítimas dos que decidem pisar o risco de uma forma irresponsável, sem medir as consequências dessa atitude. Faltou acrescentar que a existência desse risco assinala a existência de regras. E que estas existem para serem cumpridas, porque servem para nos proteger e não para serem quebradas porque nos "dá na veneta". Etc. etc. e etc..

"Eu Não Uso"
Mais pasmado fiquei quando o orador prosseguiu a sua exposição e no meio desta eis que "salta" uma janela publicitária relativa a um casino online. Pouco depois, eis que "salta" outra anunciando um site de encontros para adultos. Mas quando o orador afirma que não usa tecnologia de segurança alguma, fiquei siderado. É que nestas coisas, acho que aquilo que usamos ou deixamos de usar é irrelevante. Não me compete a mim dizer o que os outros devem ou não usar. Cabe-me dizer-lhes quais são as soluções que existem disponíveis e a cada família, cada escola, cada comunidade compete escolher o leque de soluções que os deixe mais confortáveis, aquelas que se coadunem mais com os valores segundo os quais pretendem educar as crianças e os jovens a seu cargo. Isto sem prejuízo de achar que há coisas que são básicas. Coisas como uma firewall, um anti-vírus e um anti-spyware, sem as quais não só me exponho ao risco, como posso expor terceiros. Os tais que vão sossegados na sua faixa sem incomodar ninguém.

No meio disto tudo há uma coisa que realmente me preocupa. É que estas afirmações tenham sido proferidas num evento destinado a promover a segurança online de crianças e jovens. Que tenham sido proferidas com alguém com responsabilidades ao nível da educação. Por alguém em representação de um parceiro formal de um projecto nacional promovido em Portugal pelo Ministério da Educação e apoiado financeiramente pela União Europeia. Tudo isto na semana em que se assinalou o Dia Por Uma Internet Mais Segura.

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in Bits & Bytes Nº ???,
Suplemento de informática, jogos e multimédia
do 24 Horas e Jornal de Notícias,
03 de Março de 2006



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