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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2005 - DEZEMBRO
"Socorro, Alguém Me Traduz Isto?!"
Por Tito de Morais

Há dias, durante uma palestra que efectuei numa escola de Lisboa, durante o período de perguntas e respostas "fui apanhado na curva"! Uma mãe colocou-me uma pergunta à qual não soube responder. No fim, algumas mães tiveram a atenção de partilhar comigo as suas soluções.

Seguindo o conselho deixado por estas duas mães, partilho aqui convosco não só o problema, como as soluções. Não posso, no entanto, deixar de manifestar a minha pena pelo facto de não serem estas duas mães a fazê-lo. É que acho que não sou senhor da verdade. Como muito pai, também há coisas que me escapam e acho que temos todos muito a aprender uns com os outros. Mas para isso é preciso aprendermos primeiro a partilharmos as nossas experiências, os nossos sucessos e também os nossos fracassos. Todos eles encerram lições importantes, acho eu.

A Pergunta Que Me Engasgou...
A pergunta que me engasgou estava relacionada com a linguagem codificada que muitos jovens utilizam quando comunicam entre si por SMS ou no Messenger, sobre os receios que desta forma os jovens estejam a "desaprender" a escrever e o que pais e educadores podem fazer para evitar que assistir impunemente à destruiãão da língua portuguesa. Também eu, volta e meia, recebo esse tipo de SMS's semi-hieroglíficos do meu filho adolescente. Às vezes, vejo-me e desejo-me para os conseguir entender. E apesar de compreender a preocupação, nunca foi algo que me preocupasse verdadeiramente. Não me considero um "purista" da língua. Uso muitas vezes estrangeirismos e termos anglo-saxónicos. Por vezes tenho alguma preocupação em traduzi-los para que outros que não os conheçam ou não estejam com eles familiarizados me possam perceber, mas nem sempre tenho essa preocupação. Por outro lado, é certo que o português não é uma língua estética e que ao longo do tempo foi sofrendo influências de outros idiomas e que foi integrando algumas expressões e adaptações doutras línguas. Palavras como abajour, marketing, design, fazem hoje parte do vocabulário dos portugueses, quer gostemos, quer não. No caso do marketing, recuso-me a usar o termo "mercadologia", geralmente preferido pelos brasileiros. Resumindo, como é algo que não me preocupa verdadeiramente, não serei por ventura a pessoa mais indicada para responder. E a ter uma resposta, esta seria basicamente "não sei".

Algumas Reflexões
Mas a questão fez-me pensar, como me fizeram pensar as pessoas que no fim me vieram falar sobre o assunto, alertando-me para a necessidade de desdramatizar esse tipo de situação. Alguns dos exemplos que me deram apontavam, por exemplo, para filhos que falavam idiomas que os pais desconheciam e que não era por isso que os pais os impediam de falar entre eles nesses idiomas. Isso fez-me lembrar como as minhas irmãs mais velhas são fluentes na língua dos Pês, enquanto que eu nunca me consegui entender com esse "código". Na sua adolescência era uma autêntica linguagem cifrada entre elas, que adoptavam sempre que não queriam que alguém que estivesse por perto e que desconhecesse o código as percebesse. Há pessoas que sabem estenografia. Eu não sei. Mas reconheço que facilita a vida a quem sabe, entre outras coisas para tomar apontamentos. Nos meus tempos de liceu, era até um incentivo aprendermos determinadas abreviaturas que nos facilitavam brutalmente a vida quando era necessário tomar notas enquanto os professores falavam. Eram a base de muitos apontamentos a partir dos quais estudávamos. Mas esta é a minha perspectiva em função da reflexão que a pergunta e o comentário de outras mães me sugeriram. Acredito e compreendo que outros pais e educadores possam ter outra perspectiva sobre o assunto. Particularmente aqueles ligados ao ensino e à investigação da língua.

Outra Abordagem
Outra abordagem possível, é encararmos esse código como se de palavrões se tratassem. Se a utilização desse tipo de códigos nos ofende ou nos preocupa, então talvez a solução seja tão simples como adoptar a mesma estratégia que adoptamos quando os nossos filhos dizem uma asneira ou um palavrão. Isto se a estratégia que adoptarmos nesse domínio resultar, claro.

Mas acho que é verdadeiramente importante reflectirmos sobre o que nos preocupa verdadeiramente. Será a pureza da língua? Será facto de não conseguirmos perceber as conversas que eles têm entre eles? Será o facto de não conseguirmos falar a mesma linguagem? Abordei aqui as coisas na perspectiva da primeira pergunta. Se o que nos preocupa é a terceira questão, existem já alguns dicionários no mercado que nos ajudam a perceber essa linguagem. Mas se o que nos preocupa verdadeiramente é a segunda questão, então acho que temos aqui matéria para um outro artigo.

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in Bits & Bytes Nº 108,
Suplemento de informática, jogos e multimédia
do 24 Horas e Jornal de Notícias,
25 de Novembro de 2005



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