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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2005 - OUTUBRO
Anonimato na Internet
Por Tito de Morais

Em finais de Setembro, no final de uma palestra que proferi numa escola da Grande Lisboa, um dos participantes abordou-me chamando-me à atenção que "anonimato na Internet é uma coisa que não existe". Por considerar que esta ideia encerra alguns riscos, resolvi abordar o tema no artigo desta semana.

Os riscos associados aos contactos virtuais, são um dos aspectos que geralmente abordo nas palestras que efectuo para famílias, escolas e comunidades sobre a segurança de crianças e jovens online. Neste domínio, habitualmente refiro dois aspectos para os quais é necessário alerta as crianças e os jovens utilizadores da Internet. Um prende-se com o facto do potencial do anonimato na Internet fazer com que, na realidade, nunca saibamos com muita certeza com quem, de facto, estamos a falar. Outro aspecto, associado ao primeiro, prende-se com os riscos dos contactos virtuais se transformarem em contacto reais.

Com Quem Falamos na Realidade?
Para ilustrar o primeiro aspecto, habitualmente socorro-me de uma série de cartoons. Um deles, muito célebre, mostra dois cães, sentados em frente a um computador a olhar para um monitor e em que um cão afirma para o outro: "On the Internet, nobody knows you're a dog!", que é como quem diz, "na Internet ninguém sabe que és um cão!". Outro dos cartoons que também utilizo para ilustrar o potencial de anonimato da Internet é composto por dois quadradinhos. Um mostra uma rapariga toda entusiasmada a escrever a um computador, enquanto pensa: "WOW! Ele diz que é engraçado... com olhos escuros e um corpo de nadador...". O outro quadradinho, mostra um peixe fora de um aquário a teclar ao computador! Outro cartoon que por vezes uso é um "velho" anúncio a uma BBS. Tal como o anterior também é dividido em dois quadradinhos, sob o título "CYBERSEX". No quadrado superior mostra um motard gordo, barbudo, quase careca, cheio de tatuagens e de língua de fora, que escreve: "Tenho longos cabelos compridos até aos meus dois grandes seios e a minha boca vermelha é suculenta.". No outro quadradinho, um lingrinhas, meio enfezado, todo entusiasmado e de língua de fora a babar-se, responde: "Oh, Rita! O meu corpo musculoso treme de desejo. Quero-te agora!". Por fim, uso também um outro cartoon que resume tudo isto. Mostra o Pinóquio a teclar a um computador e o seu nariz a crescer até quebrar o vidro do monitor. Sob o cartoon a legenda: "Quanto o Pinóquio fala com raparigas online". O segundo aspecto é ilustrado por situações reais - que infelizmente de humorístico pouco ou nada têm - de experiências negativas e desagradáveis de jovens que transpõem para o mundo real os contactos que estabeleceram online.

Anonimato na Internet Não Existe?
Há tempos, no final de uma palestra que proferi numa escola da Grande Lisboa, um dos participantes abordou-me chamando-me à atenção que "anonimato na Internet é uma coisa que não existe". De facto, numa situação de crime informático, é possível identificar qual o computador que foi usado para cometer o ilícito. No entanto, conseguir-se chegar ao criminoso é toda uma outra história. Com os atrasos da Justiça portuguesa, quando as autoridades policiais ou judiciais solicitarem os registos que permitem fazer essa identificação, os mesmos poderão já não existir. Mas mesmo que existam, provavelmente apontarão para um espaço público de acesso à Internet. Para um Espaço Internet, para uma biblioteca, para uma escola, etc. E se esse espaço público não fizer um registo da identidades dos seus utilizadores, quem usa um dado computador e quando, uma coisa é certa. Dificilmente se saberá quem cometeu o ilícito. A situação poderá ser ainda mais complicada se o acesso for feito a partir de uma rede wireless de acesso aberto em que todos os utilizadores partilham os mesmo dados de autenticação. Daí não me cansar de referir a importância dos espaços públicos que disponibilizam acesso à Internet, procederem ao registo dos seus utilizadores e à autenticação do acesso.

Resumindo, a pessoa que me interpelou pareceu-me ser tecnicamente conhecedora, mas esqueceu-se de um pormenor importante que nunca é demais sublinhar. É de facto possível identificar um dado utilizador. Mas sempre à posteri. E aí, é sempre preferível prevenir. Antes que as coisas desagradáveis aconteçam. E para isso, nada melhor do que alertar crianças e jovens para os riscos a que podem estar expostos quando efectuam contactos através da Internet. É que na realidade poderão estar a falar com alguém que não é quem afirma ser. Com alguém cujas intenções podem não ser aquelas que aparentem ser. Se fizermos esta alerta, se há ou não anonimato na Internet passa a ser uma questão retórica.

Logotipo do Bits & Bytes
in Bits & Bytes Nº 104,
Suplemento de informática, jogos e multimédia
do 24 Horas e Jornal de Notícias,
14 de Outubro de 2005



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