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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2005 - OUTUBRO
Internet Em Demasia? Eis o Que Fazer - Parte II
Por Tito de Morais

A semana passada falei-lhe sobre abordagens parentais ao problema da utilização excessiva da Internet por crianças e jovens. Esta semana, para complementar este tipo de abordagem, vou falar-lhe sobre outros tipo de abordagens possíveis, nomeadamente abordagens educacionais, legais e tecnológicas.

Apesar de nesta pequena série de dois artigos me focar na utilização excessiva da Internet, algumas das estratégias referidas neste artigo e no anterior podem também ser seguidas no caso da utilização excessiva de consolas de jogos, televisão, etc.

Soluções Educacionais
Não existem muitos recursos em português disponíveis sobre este assunto, mas uma das abordagens possíveis a nível escolar, sobretudo com adolescentes, é o desenvolvimento de trabalhos que abordem este tema. Existe ou não existe a dependência da utilização de computadores, vídeo jogos e Internet? Quais são os principais argumentos a favor? E contra? Quais são as principais consequências - a nível psicológico e a nível físico - apontadas pelos que argumentam a favor? Os jovens podem ainda ser convidados a preencher um dos diversos questionários que existem na web a este nível a partilhar os resultados, as suas descobertas e opiniões com os seus colegas. Este tipo de trabalhos pode ser desenvolvido a nível multidisciplinar, incluindo a disciplina de inglês (idioma no qual existe muita informação sobre o tema), disciplinas artísticas (criação de cartazes, músicas, fotografias, vídeos, etc. sobre o tema) e até a disciplina de português (criação de textos para folhetos, redacções, poemas, etc.).

Soluções Legais
A este nível não existe legislação, nem me parece que deva existir. No entanto, parece-me útil que espaços públicos como bibliotecas, escolas, espaços Internet, etc. se procurem auto-regular a este nível. Tenho recebido relatos de casos de crianças que, sobretudo no tempo de férias escolares, passam horas intermináveis neste tipo de espaços, a jogar, em chat-rooms, no IRC e a falar no Messenger. Alguns deste tipo de espaços têm adoptado algumas soluções tais como:

  • Registo dos utilizadores - só utilizadores registados podem usar estes recursos. Para isso dispõem de um nome de utilizador e password, necessários para aceder aos computadores.
  • Criação de blocos de tempo - o tempo de utilização dos computadores é dividido em blocos de 1 hora. O utilizador só pode usar o computador por mais tempo, caso não haja outros utilizadores interessados em o fazer.

Soluções Tecnológicas
Como habitualmente refiro, a tecnologia não substitui o acompanhamento parental. No entanto, por vezes pode servir de auxiliar. Assim, se nenhuma das abordagens anteriores resultar, poder-se-á sempre optar pela adopção de programas que controlam o tempo de utilização do computador em geral e da Internet em particular. Apesar deste tipo de funções ser por vezes incluída em programas de filtragem de conteúdos e programas de monitorização da utilização do computador, os programas que refiro abaixo são "especializados" nessa função. Eis alguns programas deste tipo:

Por fim, não posso evitar deixar dois alertas. O primeiro, o de não se deixarem cair na tentação de resolver a questão da forma aparentemente mais fácil, começando por adoptar uma solução tecnológica. Como já disse, a tecnologia pode ajudar, mas só por si não resolve nada. A criança ou o jovem pode sempre decidir passar a usar o computador e a Internet fora de casa, perdendo os pais e os educadores pura e simplesmente o controlo sobre a situação. O segundo alerta é o de que por vezes, em casos mais graves, é necessário recorrer a ajuda especializada de um técnico de saúde, pois pode-se estar perante um caso de dependência.

A terminar, apresentei as soluções possíveis. Compete a cada família adoptar aquela que lhe parecer coadunar-se mais com a sua situação e com os seus valores. Como também costumo dizer, a segurança online de crianças e jovens exige esforço, trabalho e empenhamento da família, da escola e da comunidade. Não existem soluções milagrosas.



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