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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2005 - SETEMBRO
Violência, Crimes e Ilegalidades
Por Tito de Morais

O software social que está por detrás de sites e de serviços que permitem a criação de comunidades virtuais que agrupam pessoas e que facilitam o contacto e a comunicação entre utilizadores que partilham os mesmos interesses, são uma das maravilhas da Internet. Mas também podem ter o seu lado negro.

Há dias, no final de um teleseminário, um dos participantes referiu o facto de na generalidade das vezes em que se fala na segurança de crianças e jovens online, se cair quase sempre na discussão da pornografia, da pedofilia, do sexo, etc. quando na realidade existem outros riscos que, por serem desconhecidos por muitos pais e educadores, acabam por se tornar tão ou mais preocupantes. O artigo de hoje procura focar-se em vários desses outros riscos, focando-se nas comunidades virtuais que promovem a violência, o ódio, a intolerância, a criminalidade e a ilegalidade.

As Comunidades Virtuais
Apesar do tema não ser novo e deu eu ter dele consciência, devo confessar que até escrever o artigo "Conteúdos Nocivos na Internet", há umas semanas atrás, não tinha verdadeiramente consciência da dimensão do fenómeno da utilização das comunidades virtuais para a disseminação deste tipo de conteúdos. Mas para terem uma ideia: segundo a Agência Repórter Social, do Brasil, em 10 de Agosto de 2005, apenas numa dessas redes, as comunidades que defendem a violência, crimes e ilegalidades somavam pelo menos 650.000 membros de língua portuguesa.

Racismo
Ainda de acordo com o trabalho que tem desenvolvido desde Agosto deste ano, a Agência Repórter Social revela que a promoção do racismo ou da discriminação racial tem sido de alguma forma controlado. Alvo de acções de vigilância por parte do grupo racial ou étnico ofendido, as comunidades que promovem o racismo são efémeras, vêem-se frequentemente obrigadas a mudar de nome, a usar perfis falsos e a divulgarem-se de forma encapotada. Ainda assim, foi possível identificar várias dezenas de comunidades deste tipo, a maior das quais com mais de 30.000 membros.

Trânsito
De acordo com a Agência Repórter Social, apenas numa dessas redes existem mais de 250 comunidades de língua portuguesa, totalizando mais de 100.000 membros, que se dedicam a cometer infracções de trânsito gravíssimas e que aí se encontram para trocar experiências. Os seus membros contam que gostam de passar sinais vermelhos, conduzir sem carta, embriagados ou a fumar estupefacientes.

Homofobia
Com mensagens que vão do humor mais ou menos inocente aos apelos abertos a espancamentos, humilhação pública e violência contra homossexuais, transexuais e travestis, de acordo com o levantamento efectuado pela Agência Repórter Social, existem mais de 20 comunidades de língua portuguesa, com mais de 5.000 membros. Algumas não promovem a violência, mas definem a homossexualidade como uma forma de cancro ou algo anormal. A defesa da violência contra os homossexuais aparece ainda em comunidades que não têm nada a ver com temáticas homofóbicas, manifestando-se todavia esta cultura através de comunidades contra personalidades conhecidas, comunidades de humor e de clubes de futebol.

Piratas & Ladrões
A análise da Agência Repórter Social revelou a existência de 75.000 membros em comunidades onde os tópicos principais são o mais diverso tipo de furtos - de cones e placas de trânsito a galinhas, passando por lanches de crianças - e onde também se defende abertamente a pirataria de produtos a "hacks" em aparelhos de televisão por cabo.

Outras "Pérolas"
O trabalho desenvolvido pela Agência Repórter Social vai ainda mais longe, revelando:

  • Comunidades onde se faz o comércio de monografias, dissertações e teses e a troca de dicas sobre copianços
  • Comunidades onde se incentivam linchamentos, execuções policiais e massacres pela população ou por grupos de extermínio
  • Comunidades de apoio a ditadores e contra os direitos humanos
  • Comunidades que promovem a violência contra animais
  • Comunidades que onde se incentiva a violência sem armas, a vulgar porrada
Por fim, um dos outros casos relatados é o de uma série de comunidades criadas exclusivamente com o fim de humilhar uma criança de quatro anos que contracena com uma famosa actriz brasileira num anúncio de televisão do principal operador de telecomunicações do Brasil.

O fenómeno no Brasil atingiu dimensões inimagináveis, com este país a ser o principal fornecedor de utilizadores (cerca de 6 milhões) de uma das principais redes de comunidades da Internet. Se bem que a esmagadora maioria dos utilizadores se dedique a uma utilização ética e responsável, o facto de se estimar que a rede seja usada por mais de 200 crianças e adolescentes menores de idade, deve fazer-nos pensar. Como nos deve fazer pensar o facto de partilharmos a mesma língua e o facto dos pouco mais de 35.000 utilizadores portugueses, pouco mais de 25 serem crianças.

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in Bits & Bytes Nº 100,
Suplemento de informática, jogos e multimédia
do 24 Horas e Jornal de Notícias,
16 de Setembro de 2005



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