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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2005 - SETEMBRO
A Segurança Internet e o Regresso às Aulas
Por Tito de Morais

Esta última semana de Agosto, a comunicação social noticiou que perto de cinco mil escolas portuguesas já fizeram a actualização das suas ligações à Internet, para acessos de banda larga. Excelentes notícias! Fica a pergunta: "O que foi feito ao nível da segurança dessas ligações e seus utilizadores?"

De facto, a julgar por informações vinculadas pela comunicação social, apesar do período de férias escolares que atravessámos, a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) e a Portugal Telecom não descansaram, procedendo à migração das ligações à Internet de cerca de cinco mil escolas portuguesas, de acessos RDIS para ADSL. Prevê-se ainda que este número aumente até ao início deste ano lectivo dado que os dados agora revelados não incluem os números relativos ao mês de Agosto. No âmbito deste projecto, prevê-se que sejam abrangidas um total de nove mil escolas do ensino básico, secundário e centros de formação de professores. Deste total, para cerca de 800 escolas procuram-se soluções alternativas, dada a impossibilidade de garantir ligações ADSL. Tirando este último aspecto, esta é uma excelente notícia. Este tipo de ligações irá propiciar acessos mais rápidos a um infinidade de recursos cruciais para a educação, formação e desenvolvimento das crianças e dos jovens portugueses. Dito isto, se as escolas dos seus filhos ou educandos se encontra abrangida por este projecto, tem todas as razões para estar satisfeito e para se regozijar com este desenvolvimento.

Maior Conveniência, Maior Exposição
Em Janeiro de 2003, na sequência da explosão que se havia verificado em 2002 nos acessos em banda larga, escrevi o artigo "Um Imperativo Nacional" alertando para o facto da maior conveniência deste tipo de ligações corresponder também uma maior exposição a riscos de segurança. Assim, parece-me de toda a utilidade revisitar o que escrevi então sobre o assunto. Para isso recomendo a leitura do artigo.

Regresso às Aulas
Com o início de mais um ano lectivo, parece-me de toda a utilidade que pais e professores se unam e se envolvam mais na segurança online dos seus filhos e alunos. Parece-me assim legítimo questionarem as escolas sobre o tipo de recursos informáticos que crianças e jovens terão à disposição. E se os recursos disponíveis não forem suficientes ou ideais, esta é uma boa altura para trabalharem em conjunto no sentido de se obterem pelo menos os recursos indispensáveis. Mas ao fazerem-no, deverão procurar adoptar uma perspectiva abrangente. Isto é, não basta pensar só nos computadores, scanners, impressoras, etc. E aqui retomo a questão inicial deste artigo: "O que foi feito ao nível da segurança dessas ligações e seus utilizadores?"

Tecnologias Básicas de Segurança
A este nível parece-me importante saber de que tecnologias de segurança a rede informática da escola dispõe, nomeadamente ao nível de Firewall, Anti-Vírus, Anti-Spyware, Anti-PopUp, Anti-Spam e Anti-Phishing. Importará ainda saber de que mecanismos a escola dispõe para que os sistemas operativos e os programas instalados nos seus computadores estejam actualizados com os últimos patches de segurança, de forma a que estes não estejam desprotegidos contra eventuais vulnerabilidades de segurança. Tão importante, será saber qual o mecanismo adoptado pela escola para manter um registo da identidade e actividade de quem acede a um dado computador num dado período de tempo.

Tecnologias Opcionais
Mas se o que referi anteriormente se reveste de carácter obrigatório, outras tecnologias existem que podem contribuir decisivamente para a segurança online de crianças e jovens e que, como tal, poderão ser consideradas para adopção pelas escolas. Refiro-me a software ao nível da classificação de conteúdos, browsers para crianças, software de controlo do tempo de utilização do computador e/ou da ligação à Internet, software de filtragem ou bloqueio de conteúdos impróprios, etc. As soluções são muitas e podem ir até ao software que permite aos professores garantir que os seus alunos estão de facto a fazer o que é suposto nos computadores que lhes são disponibilizados e não estão a conversar no Messenger enquanto decorre a aula.

Outras Abordagens
Mas como costumo dizer, a tecnologia ajuda, mas sozinha não resolve o problema. Assim, é importante saber também que abordagens educacionais a escola irá adoptar. Por exemplo, há dias uma amiga enviou-me uma política de utilização da Internet na escola frequentada pelos filhos. Na realidade mais do que uma, já que cada nível de ensino dispõe da sua. Esta tem de ser do conhecimento de toda a comunidade escolar e os pais têm dela tomar conhecimento por escrito, o mesmo acontecendo com as crianças e os jovens. Só assim se assegura que todos sabem o que é permitido e o que não é permitido fazer com os recursos que lhes são colocados à disposição.

Por fim, não tomem esta como uma lista inquisitiva, isto é, a ideia não é a de se confrontar a escola e "pedir satisfações". Estou em crer - e como gostaria de estar enganado - que a maioria destas questões não foi equacionada pelas escolas. Tal como provavelmente não terá sido sequer equacionada por quem tem responsabilidades sobre as escolas. Assim, o importante é fazer estas perguntas para que elas sejam definitivamente colocadas na agenda da escola e dos responsáveis pelo sector da educação em Portugal. E aí todos temos o nosso papel a desempenhar. Todos podemos, de uma forma ou de outra, ajudar. Como dizia no início do artigo, esta é uma boa altura de pais e professores trabalharem em conjunto no sentido de obterem pelo menos os recursos indispensáveis e necessários. Dotar as escolas de ligações de banda larga à Internet não chega.



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