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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2005 - MAIO
Segurança em Espaços Públicos de Acesso à Internet
Por Tito de Morais

Em finais de Fevereiro, referi-me aqui à questão da segurança nos Espaços Internet. Em meados de Março, com em base informação da PJ tracei aqui um quadro sobre a criminalidade informática em Portugal. Hoje alargo essa análise a outros espaços públicos que fornecem acesso à Internet.

Da escola aos Espaços Internet já aqui referidos, passando por cibercafés ou Lan rings, bibliotecas públicas, centros comerciais, etc., hoje as crianças, os jovens e os adultos em Portugal podem aceder à Internet, gratuitamente ou a pagar, a partir de uma série de locais públicos. De facto, se a Internet ainda não é uma realidade em todo o lado, com as redes sem fios não falta muito que tal deixe de ser uma ficção. O acesso em aeroporto, estações de comboios, hotéis, etc. estão aí. Mas quem faz a gestão e como é controlado o acesso nestes locais públicos?

Facilitar o Crime Informático
Há dias, lia uma apresentação da Polícia Judiciária que já aqui referi no artigo "Como Vamos de Segurança em Portugal" e deparei com uma informação que confirma uma suspeita que vinha alimentando e que, não tenho a certeza, mas julgo já aqui ter abordado. A de que os espaços públicos de acesso à Internet são vulgarmente usados para se cometerem crimes informáticos. A propósito de crimes informáticos ao nível do homebanking, li: "o acesso ao site por parte dos hackers processa-se normalmente através de cybercafés ou de cartões GSM pré-pagos". Vamos ver porquê?

Escolas
As preocupações ao nível da segurança de acesso, sua gestão e controlo, começam a colocar-se ao nível das escolas secundárias, ensino técnico-profissional e, sobretudo, em ambientes universitários. A este nível, graças ao programa e-U da UMIC, são já bastante comuns as redes wireless e quando estas não existem, é habitual existirem inúmeros computadores cujo acesso é livre e, a generalidade das vezes, não existindo registo dos utilizadores de forma a permitir a sua identificação futura, caso esta se venha a revelar necessária.

Bibliotecas Públicas
Hoje em dia as bibliotecas públicas estão a evoluir no sentido de se tronarem mediatecas, isto é, fornecerem acesso não apenas a livros, mas também a CD's, vídeos, DVD's, etc. Muitas, fornecem já também acesso à Internet. Dos contactos que tenho tido com pessoas neste meio, contrariamente ao que acontece com o empréstimo de livros, também aqui muitas vezes não se procede ao registo dos utilizadores para o acesso à Internet. Do que tenho ouvido, este tipo de organizações começam agora a despertar para as preocupações ao nível da segurança informática.

Espaços Internet
Sou um frequentador pontual deste tipo de espaços que, graças a um programa comunitário de incentivos financeiros - foram instalados por entidades tão diversas quanto Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia e colectividades recreativas, organizações juvenis, entre outras - para fornecerem acesso gratuito à Internet ás comunidades em que se inserem. No entanto, da pouca experiência que tenho deste tipo de espaços, apercebo-me que muitos não dispõem de instrumentos que regulamentem o acesso aos recursos que disponibilizam. E como ilustrei no artigo "Segurança Online e Espaços Internet", alguns destes espaços públicos de acesso à Internet, mesmo quando dispõem de regulamentos não os implementam. Assim, não é também de estranhar que muitos não procedam ao registo dos utilizadores, permitindo-lhes identificar um dado utilizador que tenha acedido à Internet numa determinada data e hora, a partir de um determinado computador.

"Promiscuidade" em Redes Wireless
Há tempo, num dos grandes centros comerciais de Lisboa que já dispõe de uma rede de acesso wireless (sem fios), vi um cartaz que anunciava as configurações de acesso, username e password que os visitantes deveriam usar para aceder à Internet através da rede wireless do centro. Esta "promiscuidade" informática, em que o username e a password são partilhados por uma infinidade de utilizadores, caracteriza a generalidade das redes wireless de espaços públicos que fornecem acesso gratuito à Internet. A prioridade é fornecer a conveniência de um serviço fácil de aceder. Como tal, o acesso é gratuito e os aspectos relacionados com a gestão e o controlo de acessos não é propriamente uma prioridade.

Cibercafés e Lan Rings
Os cibercafés já não são hoje uma novidade, mas apesar de ainda existirem cibercafés tradicionais, recentemente estes têm evoluído para o conceito de Lan Rings. As Lan Rings são uma evolução das casas de jogos que se iniciaram com os flippers, incluíram as máquinas de jogos tipo arcade, e mais recentemente são locais equipados com computadores poderosos em termos de processamento gráfico e com acessos Internet rápidos, ideais para jogar online. Contrariamente ao que acontece com a generalidade dos espaços que referi acima, são locais que fornecem acesso à Internet, mas pago.

Depois de ler tudo isto, parece-me fácil perceber a citação da apresentação da Polícia Judiciária. Se percebo que seja complicado regulamentar esta questão, não consigo perceber porque razão não vejo esforços ao nível da auto-regulamentação destes espaços. E não é complicado. A tecnologia para controlar este tipo de situações existe. E há quem a aplique. Um exemplo que me ocorre, passe a publicidade, é o das lojas FNAC.

Logotipo do jornal A Capital
in Info&Net, A Capital, Lisboa, 13 de Maio de 2005



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