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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2005 - ABRIL
"Os Chats São Más Influências Para os Jovens?"
Por Tito de Morais

Há dias recebi uma mensagem de correio electrónico com a pergunta que dá título a este artigo. A pergunta fora feita por uma jovem a uma professora minha amiga que tomou a iniciativa de servir de intermediária entre mim e a jovem. Mas, quem sabe, um dia destes a pergunta pode ser-lhe feita a si.

A pergunta chegou-me através de uma mensagem de correio electrónico de uma amiga que é professora, e dizia assim: "Sou a M., aluna do 7º ano de uma escola de C. e gostava de saber se os chats são influências más para os jovens!! Fico espera duma resposta!!! Obrigada."

Exemplos, Analogias e Comparações
A pergunta é de facto interessante. O que se responde a uma criança de 10/12 anos, provavelmente desejosa de usar serviços de chat, que nos faz esta pergunta? À cabeça ocorre-me o paralelismo com outros meios de comunicação. O telefone é uma má influência para os jovens? Resposta simplista é dizer "não". Mas as comparações, as analogias e até as histórias, são instrumentos preciosos a este nível e foi recorrendo a este tipo de ferramentas que, por intermédio da minha amiga professora, procurei responder à M.

A Tecnologia é Boa ou Má?
As tecnologias e as ferramentas em geral não são, por si só, boas ou más. Tudo depende do uso que nós e outros lhes dermos. Esta era a ideia geral de uma artigo de Maria José da Costa Félix que em tempos li e que se aplica aqui que nem uma luva. Para o explicar à M. referi-lhe o exemplo das facas. Facas de cozinha, por exemplo. "Uma faca, por si só, não é boa nem má. Depende da forma como eu e outros a usarmos. Uma faca é muito útil para cortar alimentos, etc. Mas ao usá-la tenho de ter alguns cuidados para não me cortar. Será que a faca é "má" só pelo facto de eu a usar sem ter os devidos cuidados? Acho que não. Se eu me cortar ao usá-la, o problema é meu. Eu é que não tomei as devidas precauções na sua utilização. Por outro lado, a faca também pode ser usada por outras pessoas para fins negativos. Há pessoas que usam uma faca como ameaça para fazerem assaltos. Outras para ferirem ou matarem pessoas. Será que pelo facto de outros usaram uma faca para fins reprováveis, faz da faca "má"? Acho que não. Quem é "mau" é quem usa a faca para esses fins. E para contrariar isso e evitarmos sermos vítimas temos que tomar precauções. Por isso existem leis que impedem as pessoas de serem portadores de facas com lâminas acima de um dado tamanho. Com a Internet, com os chats, os telemóveis e outras tecnologias, passa-se a mesma coisa. Só que, como não existem muitas leis (como no caso das facas), só nos resta tomar as precauções devidas (tal como no caso das facas)." Esta foi a forma que encontrei para explicar a uma miúda de 10/12 anos que o problema não está na tecnologia, mas na forma como nós e outros a usamos. Um pedagogo, estou certo, arranjará, estou certo, exemplos melhores e mais elucidativos.

Inverter a Questão
Desta forma, a questão coloca-se a um nível diferente. Ou seja, não ao nível se devemos ou não usar uma dada tecnologia dadas as potenciais "más influências" que esta encerra, mas sim ao nível como nós e outros a utilizamos. Ou seja, ao nível da utilização segura e responsável da tecnologia que está ao nosso dispor. E aí à M. coloca-se uma questão: saberá ela que precauções deve tomar para se proteger no sentido de não ser vítima de uma utilização menos própria que outros possam fazer dos chats? O importante, como eu referi à M., não é que ela já saiba que precauções deve tomar. O importante é que queria saber, que queira aprender, pois só fazendo-o é que conseguirá reduzir os potenciais impactos negativos que a sua experiência com o chat pode ter.

Revisitar Alguns Artigos
Sobre este assunto, já aqui escrevi alguns artigos cuja leitura recomendo, para relembrar o assunto:

A terminar o meu breve diálogo com a M., não quis deixar de referir uma suspeita que tinha. A de que a ideia de que os chats eram uma má influência para os jovens não era dela mas sim de um adulto. Dos pais? Daí ter terminado com uma sugestão. A de que lesse e discutisse os artigos que refiro acima com os seus pais. Já falou sobre este assunto com os seus filhos ou educandos?

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in Info&Net, A Capital, Lisboa, 29 de Abril de 2005



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