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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2004 - DEZEMBRO
Sexo, Violência e Vídeo Jogos
Por Tito de Morais

Nesta época, o Pai Natal anda atarefado a satisfazer os pedidos que figuram nas listas de presentes de inúmeras crianças e jovens. Como não podia deixar de ser, muitas contêm vídeo jogos para PC e consolas, como a Xbox, Playstation, etc. Como evitar o risco de ver o Pai Natal oferecer jogos que não sejam apropriados à idade ou maturidade destas crianças?

A ideia deste artigo foi despoletada por uma situação que vivi em finais de Novembro. No dia 23 de Novembro, comemorando a data do assassinato do presidente Kennedy, uma editora de vídeo jogos, publicou um jogo chamado JFK Reloaded. O lançamento do jogo criou alguma polémica, tendo sido alvo de notícias nos telejornais, aos quais, para ser sincero, não prestei muita atenção. Mas pelo vistos, o mesmo não aconteceu com o meu filho mais novo de 8 anos. No dia seguinte, ao chegar a casa, falou-me do jogo. Tinha visto o mesmo "anunciado" no telejornal, onde vira o endereço do site do jogo e pediu-me para o ir ver. Introduziu o endereço e então como que acordei.

O Rapaz Apanha Cada Seca!
Quando me apercebi de que jogo se tratava e associei à notícia que tinha visto no dia anterior, disse-lhe que não queria que ele jogasse aquele jogo. Apercebi-me então que isso não chegava. Das coisas que me irritava em pequeno, era quando me dizia "não, porque não"! Vai daí aproveitei esta oportunidade. "Sabes quem foi o JFK?", perguntei-lhe. A resposta veio óbvia. Não sabia. Vai daí comecei a explicar-lhe quem tinha sido o JFK, dando-lhe uma pincelada sobre a luta pelos direito cívicos dos negros norte-americanos, sobre o Muro de Berlin, o sonho de ver o primeiro Homem na Lua, etc., até ao fim trágico cuja autoria suscita polémicas e que está basicamente na origem do jogo. Por fim, expliquei-lhe também a indignação com que a família Kennedy havia recebido o jogo. Por fim, disse-lhe que achava que a vida de um Homem como o que eu acabara de lhe descrever, merecia ser celebrada de outra forma que não através daquele jogo e que por isso não queria que ele o jogasse. Acho que percebeu. No fim, pensei: "Bem, dou cada seca ao rapaz!". Mas por outro lado pensei, que apesar de lhe poder ter "espetado uma injecção", ao menos aprendeu alguma coisa que antes não sabia.

Que Jogos Oferecer Este Natal?
Com três rapazes em casa, com idades que variam dos 8 aos 24, passando pelos 14, escolher jogos em função do mínimo denominador comum, é pura e simplesmente inviável. Conseguir equilibrar a existência de jogos vídeo em casa para estas três idades é complicado. Foi então que pensei que outros pais devem ter problemas semelhantes e que me pareceu que esta seria a altura ideal para escrever sobre o assunto, fornecendo algumas dicas que ajudem os pais a não se arrependerem posteriormente das escolhas que, conscientemente ou não, colocaram no "sapatinho".

Alguns Princípios Gerais
Para fazer da experiência dos vídeo jogos uma experiência positiva e saudável, é importante seguir alguns princípios gerais. Um deles já aqui o referi num artigo autónomo: coloque o computador e a consola de jogos numa zona comum da casa e não no quarto das crianças, onde estas se podem fechar e isolar do mundo exterior. Estabeleça limites de tempo e prioridades. Ou seja, os miúdos só podem jogar depois de terem feito os trabalhos de casa ou outras tarefas mais prioritárias e só o podem fazer X horas por dia. Institua o acto de jogar, como uma recompensa. Por exemplo, boas notas escolares ou outras conquistas importantes, dão direito a mais tempo de jogo.

Antes de Adquirir o Jogo
Antes de adquirir o jogo que o seu filho lhe pede, pode ser útil falar com ele sobre os jogos que prefere que ele jogue, sobre os que prefere que ele não jogue, e porquê. No limite, tal como o meu, o seu filho poderá ficar a saber que o Homem chegou à Lua em Julho de 1969 porque houve um Homem que teve esse sonho e que o colocou como meta. Outros aspecto que pode ser importante, é o de se familiarizar com o jogo que o seu filho pretende, antes de o adquirir. Poderá começar por verificar a classificação de desse jogo ao nível etário e ao nível dos conteúdos. Para isso é importante familiarizar-se com as classificações dos jogos. Lembre-se, todavia, que alguns jogos com classificações etárias mais baixas, podem ainda assim, conter níveis de violência com os quais pode não se sentir confortável. Para ter uma ideia mais acertada sobre o jogo, poderá consultar críticas e análises em diversas revistas e websites da especialidade. Existem sites específicos que lhe permitem visionar os jogos em detalhe e até fazer o download de versões de teste. Outra alternativa, consiste em alugar o jogo antes de o adquirir, ou ainda falar com outros pais que já possam ter uma ideia formada sobre os mesmos.

Durante a Aquisição do Jogo
Leve o seu filho quando for escolher o jogo. Se tiver um filho mais velho, leve-o consigo também. Isto ajudá-lo-á a conciliar os diferentes desejos de cada um. Procure jogos que envolvam mais do que um jogador e jogos que encorajem o jogo em grupo. Este tipo de jogos, diminuem a tendência isolacionista de alguns jogos. Prefira jogos que exigem ao jogador a criação de estratégias e a tomada de decisões e que não se resumam a bater, correr e matar. Alguns destes tipos de jogos são autênticas "máquinas de matar" que não se adequam a crianças.

Depois de Adquirir o Jogo
Depois de adquirir o jogo, é importante jogar o mesmo com o seu filho para se familiar com os jogos que ele joga, com os jogos de que ele gosta e não gosta. Aproveite para usar o jogo como algo que o aproxime em vez de o afastar do seu filho. Fale com ele sobre os conteúdos do jogo. À medida que os miúdos progridem no jogo - não tenha dúvidas que eles vão progredir mais rapidamente que você - vá-lhes perguntando o que tem acontecido. Uma vez que em alguns jogos os níveis de violência agravam-se à medida que os jogadores vão progredindo para níveis mais avançados, vá "deitando o olho" à medida que o seu filho vai progredindo no jogo. Por fim, encoraje os seus filhos a jogar outro tipo de jogos, para além dos vídeo jogos, com os seus amigos. Pessoalmente, eu sou um grande adepto de jogos de tabuleiro que proporcionam excelentes serões em família.

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in Info&Net, A Capital, Lisboa, 10 de Dezembro de 2004



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