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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2004 - NOVEMBRO
7 Regras Para a Segurança Online de Crianças e Jovens - Parte I
Por Tito de Morais

Ultimamente, tenho sido solicitado no sentido de oferecer conselhos específicos sobre o que os pais podem fazer no sentido de garantir a segurança dos seus filhos online. Uma das coisas que costumo referir é a importância do estabelecimento de regras. Descubra sete destas regras lendo o artigo de hoje.

Por vezes, quando falo no estabelecimento de regras, algumas vozes se levantam argumentando com a velha, "as regras fizeram-se para serem quebradas". Com isto pretende-se dizer que ao nível da segurança das crianças e dos jovens online, estabelecer regras é dar o primeiro passo para que não sejam cumpridas ou para que sejam violadas. Assim, será legítimo perguntar: "não será um erro estabelecer regras para o acesso das crianças e dos jovens à Internet?". Pessoalmente acho que, apesar da pergunta ser legítima, não é um erro estabelecer regras. Descubra porquê, lendo parágrafo abaixo.

Porque Estabelecer Regras Não é Um Erro?
A máxima "as regras fizeram-se para serem quebradas" reflecte mudanças generalizadas em toda a Europa nas normas e valores culturais, onde se verifica uma incidência crescente nos direitos e na igualdade das crianças relativamente ao outros cidadãos. No entanto, em minha opinião esta máxima acaba por ser "mais papista que o Papa". Ou seja, é perfeitamente possível, estabelecer um equilíbrio entre as questões da liberdade e da igualdade por um lado e as questões da protecção das crianças. Isso é sobretudo possível, se pensarmos que a liberdade implica responsabilidade. Assim, se em vez de se caracterizarem pela imposições unilaterais, essas regras incidirem na responsabilização das crianças para que estas se tornem mais autónomas, estaremos a caminhar no bom sentido.

Comunicar Regras de Forma Positiva
Ao nível do estabelecimento de regras é, então, importante que estas sejam regras positivas e que responsabilizem as crianças, em vez de se enveredar pelo caminho fácil, mas pouco eficaz, da proibição que geralmente resulta em tentação. A propósito de um outro assunto, há tempos uma amiga dizia-me que não se pode "programar" o cérebro para não fazer qualquer coisa. Assim, uma ordem negativa, tipo "não faças isto", é transposta para o cérebro como uma ordem "faz isto". Por isso, ela aconselha que em vez de se dizer a uma criança "não entornes o leite", se diga algo do género "segura o copo com as duas mãos". Para além disto, é preciso não esquecer que dizer às crianças ou aos jovens para não fazerem algo, apenas aguça a sua rebeldia natural, incitando-os na realidade a fazerem exactamente aquilo que não se pretende que eles façam, apenas para demonstrarem que o podem fazer. A forma como as regras são comunicadas, assumem assim uma importância crucial. No caso da segurança online, em vez de dizermos "Não podes divulgar os teus dados pessoais", o ideal será adoptarmos uma versão positiva, dizendo "guarda para ti os teus dados pessoais". À luz deste princípio e consultando alguma literatura disponível sobre regras para a segurança online de crianças e jovens desenvolvi um conjunto de regras, necessariamente genéricas, mas que os pais podem imprimir, discutir periodicamente com os filhos, adaptar e colocar perto do computador, como um lembrete.

#1 - Guarda para ti os dados pessoais e divulga-os online apenas com autorização dos teus pais
Divulgar a tua fotografia através da Internet, o teu nome, email, idade, sexo, morada e número de telefone de casa e do trabalho dos teus pais, números de telemóvel, nome da escola ou de outros locais que frequentas, usernames e passwords é como entregar as chaves de casa a um estranho. E isto é válido para mensagens de email, salas de chat, newsgroups, fóruns, páginas web ou blogs que cries e até em sites que te prometem prémios fabulosos em troca destes dados. Faz como os super-heróis, como o Homem-Aranha, o Super-Homem e Cª: esconde os teus dados pessoais e a tua identidade por detrás de um nickname.

#2 - Antes de combinares encontrar-te com alguém que conheceste online, primeiro pede autorização aos teus pais
Fazer amigos através da Internet pode ser fixe, mas os encontros com "amigos virtuais" envolvem riscos - na Internet nem toda a gente é quem afirma ser - pelo que só devem acontecer com a concordância dos teus pais, na presença destes e em locais públicos. Fala com os teus pais sobre quem conheceste online e apresenta-lhes os teus novos amigos.

#3 - Evita aceitar, abrir, responder ou reencaminhar mensagens e ficheiros de desconhecidos
Mensagens e ficheiros (imagens, jogos, links, etc.) de desconhecidos ou de pessoas em quem não confies podem criar problemas, pois podem conter vírus, conteúdos maldosos, desagradáveis, prejudiciais e até ilegais. Não tens culpa por receber este tipo de mensagens e ficheiros. Todavia, antes de aceitares, abrires, responderes ou reencaminhares este tipo de mensagens e ficheiros, primeiro deves falar com os teus pais.

Para a semana, concluirei este artigo, fornecendo as restantes quatro regras e alguns comentários adicionais.

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in Info&Net, A Capital, Lisboa, 05 de Novembro de 2004



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