![]() Minimizar Riscos, Maximizar Benefícios. |
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Por Tito de Morais Portugal tem-se focado exclusivamente nas oportunidades proporcionadas às crianças e aos jovens pelas tecnologias de informação e comunicação. Fazendo como a avestruz, ignoramos os perigos, não nos apercebendo que poderemos apenas estar a minar a segurança das crianças e dos jovens portugueses. Ao longo destas últimas semanas, a propósito do estudo UK Children Go Online, Surveying the experiences of young people and their parents demonstrei a importância de se ouvirem as crianças e os pais falarem sobre as suas experiências com a Internet. Ao nível da segurança online das crianças e dos jovens, é igualmente importante ouvirem-se as escolas e os espaços públicos que oferecem acesso gratuito à Internet. Infelizmente, se noutros países europeus estes estudo existem em número razoável, o mesmo não se pode dizer de Portugal. O que me leva a afirmar que Portugal continua a ignorar os riscos a que as crianças e os jovens podem estar expostos online.
Em Portugal Menores Não Usam a Internet
Utilização Socialmente Não-Aceitável?
E-Literacia Não se Limita à Utilização
Exposição à Pornografia
Depois da Internet, o Telemóvel A utilização responsável e segura do telemóvel por crianças e jovens é já o tema de campanhas ao nível da prevenção em diversos países europeus. O estudo UK Children Go Online, revela-nos que para os jovens que usam a Internet uma vez por semana, o telemóvel é o método de comunicação preferido. Num país com uma taxa de penetração de telemóveis tão elevada, não me admira que a situação em Portugal seja semelhante. No entanto, surpreende-me que em Portugal este assunto continue a ser um tema completamente ignorado. Para o organismo regulador e para os operadores as outros interesses levantam-se mais alto. Minar os Direitos das Crianças ou a Sua Segurança Quando o estudo do Reino Unido refere ser vital uma abordagem equilibrada ao nível da regulamentação para definir um rumo entre os riscos de expor as crianças aos perigos e o de minar as oportunidades das crianças participarem, desfrutarem e expressarem-se em liberdade, tenho dificuldade em perceber como a sociedade portuguesa continua a fazer como a avestruz. Como conclui o estudo UK Children Go Online, focarmo-nos nos perigos ou nas oportunidades, sem reconhecer as consequências das políticas ou sem preparar outras, provavelmente tornar-se-á problemático, minando ou os direitos das crianças ou a sua segurança.
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