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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2004 - OUTUBRO
Portugal Ignora Riscos Online
Por Tito de Morais

Portugal tem-se focado exclusivamente nas oportunidades proporcionadas às crianças e aos jovens pelas tecnologias de informação e comunicação. Fazendo como a avestruz, ignoramos os perigos, não nos apercebendo que poderemos apenas estar a minar a segurança das crianças e dos jovens portugueses.

Ao longo destas últimas semanas, a propósito do estudo UK Children Go Online, Surveying the experiences of young people and their parents demonstrei a importância de se ouvirem as crianças e os pais falarem sobre as suas experiências com a Internet. Ao nível da segurança online das crianças e dos jovens, é igualmente importante ouvirem-se as escolas e os espaços públicos que oferecem acesso gratuito à Internet. Infelizmente, se noutros países europeus estes estudo existem em número razoável, o mesmo não se pode dizer de Portugal. O que me leva a afirmar que Portugal continua a ignorar os riscos a que as crianças e os jovens podem estar expostos online.

Em Portugal Menores Não Usam a Internet
Na realidade, todos os estudos existentes em Portugal sobre a utilização da Internet, ignoram os utilizadores com menos de 15 anos de idade. O único estudo de que tenho conhecimento em Portugal que inclui crianças com menos de 15 anos, não inclui questões relativamente aos aspectos da segurança online ou à falta dela. Perante este facto, torna-se complicado conhecer a percentagem das crianças portuguesas que já estiveram em contacto com a pornografia online, que já forneceram dados pessoais online ou que já foram alvo de comentários maldosos ou sexuais não desejados. Sem esta informação, torna-se ainda mais complicado confrontar esses dados com a percepção dos seus pais.

Utilização Socialmente Não-Aceitável?
O estudo português que refiro acima, dá-nos algumas ideias sobre o tipo de utilização que as crianças portuguesas fazem da Internet. No entanto, apesar dos méritos desse estudo, não há quaisquer referências a utilizações socialmente menos aceitáveis como as referidas no estudo britânico. Na nossa ânsia de querer que as crianças e os jovens tirem partido dos benefícios da Internet, parece que ficamos cegos quanto à possibilidade de utilizações menos aceitáveis.

E-Literacia Não se Limita à Utilização
É inegável que Portugal tem feito um esforço educativo considerável para dotar as crianças e jovens portugueses com as competências básicas ao nível das tecnologias de informação. No entanto, a e-literacia não se limita às competências básicas. Assim, para além da formação básica ao nível da segurança online, também há ainda um grande trabalho a desenvolver para dotar as crianças e os jovens portugueses de capacidades para avaliar a fiabilidade dos conteúdos online (e até offline!).

Exposição à Pornografia
O estudo UK Children Go Online, Surveying the experiences of young people and their parents foi extremamente revelador a este nível. Não só contrapondo a realidade afirmada pelas crianças à realidade imaginada pelos seus pais, mas também revelando que a exposição à pornografia tanto pode ser propositada como acidental. Em Portugal, continuamos a não fazer ideia da situação, isto apesar de já ter referido nesta coluna alguns indicadores preocupantes.

Depois da Internet, o Telemóvel A utilização responsável e segura do telemóvel por crianças e jovens é já o tema de campanhas ao nível da prevenção em diversos países europeus. O estudo UK Children Go Online, revela-nos que para os jovens que usam a Internet uma vez por semana, o telemóvel é o método de comunicação preferido. Num país com uma taxa de penetração de telemóveis tão elevada, não me admira que a situação em Portugal seja semelhante. No entanto, surpreende-me que em Portugal este assunto continue a ser um tema completamente ignorado. Para o organismo regulador e para os operadores as outros interesses levantam-se mais alto.

Minar os Direitos das Crianças ou a Sua Segurança Quando o estudo do Reino Unido refere ser vital uma abordagem equilibrada ao nível da regulamentação para definir um rumo entre os riscos de expor as crianças aos perigos e o de minar as oportunidades das crianças participarem, desfrutarem e expressarem-se em liberdade, tenho dificuldade em perceber como a sociedade portuguesa continua a fazer como a avestruz. Como conclui o estudo UK Children Go Online, focarmo-nos nos perigos ou nas oportunidades, sem reconhecer as consequências das políticas ou sem preparar outras, provavelmente tornar-se-á problemático, minando ou os direitos das crianças ou a sua segurança.

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in Info&Net, A Capital, Lisboa, 08 de Outubro de 2004



Artigos Anteriores:
> Pais Ainda Subestimam Riscos Online – Parte 5
> Pais Ainda Subestimam Riscos Online – Parte 4
> Pais Ainda Subestimam Riscos Online – Parte 3
> Pais Ainda Subestimam Riscos Online – Parte 2
> Pais Ainda Subestimam Riscos Online – Parte 1

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