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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2004 - OUTUBRO
Pais Ainda Subestimam Riscos Online - Parte 5
Por Tito de Morais

Partindo dos desejos manifestados pelos pais, o estudo UK Children Go Online, Surveying the experiences of young people and their parents, fornece indicações preciosas para equilibrar as oportunidades e os perigos apresentados pela Internet. São estes aspectos do estudo que abordo no artigo de hoje.

Outras das descobertas importantes deste estudo é perceber que também os pais favorecem uma abordagem diversificada do problema da segurança online das crianças e dos jovens. De facto, 85% dos pais desejam ver leis mais duras sobre a pornografia online, enquanto 59% desejam uma regulamentação mais rígida dos serviços online. Por outro lado, demonstrando apoiarem esforços no domínio da literacia para os média em geral e para a Internet em particular, 75% dos pais deseja ver mais e melhor ensino e orientação nas escolas, enquanto 67% deseja mais e melhor informação e conselhos para os pais. Este estudo revela ainda que os pais anseiam que as crianças e os jovens desfrutem de experiências online mais estimulantes e recompensadoras, sendo que 65% deseja ver mais sites especificamente desenvolvidos a pensar nas crianças. Por fim, reconhecendo o papel da tecnologia na promoção da segurança das crianças e dos jovens online, 66% dos pais deseja ver melhorias ao nível do software de filtragem, 54% deseja ver melhorias ao nível dos controlos parentais e 51% deseja ver melhorias ao nível do software de monitorização.

Não Responsabilizar Apenas os Pais
No entanto, estes números ao nível das melhorias tecnológicas fazem-me pensar. Quando revejo os dados referidos no segundo artigo desta série, penso que enquanto um terço dos pais não souberem configurar um conta de email, enquanto 80% não souber instalar um filtro ou remover um vírus, não haverá melhorias tecnológicas que lhes valham! Perante estes factos parece-me fácil perceber que também não se deve apenas recomendar aos pais um maior controlo e monitorização da utilização da Internet pelos filhos, confiando-lhes em exclusivo a tarefa de regulamentar o acesso e a utilização da Internet pelos seus filhos.

Incluir as Crianças
A reforçar esta ideia, surge o ponto de vista das crianças. Como referi num artigo anterior desta série, este estudo também revela que, para algumas delas, alguns dos benefícios da Internet dependem da manutenção de alguma da sua privacidade e liberdade relativamente aos pais, o que as leva a serem particularmente pouco favoráveis relativamente a formas intrusivas ou secretas de controlo parental. Compreende-se por isso, que o estudo refira que a gestão, orientação e regulamentação da utilização da Internet pelas crianças, seja um desafio e um esforço delicado que, será tão mais eficaz quanto mais contar com a cooperação das crianças. Como também refere o estudo, tal cooperação não é impossível. Nos Estados Unidos, por exemplo, há organizações que promovem as capacidades de liderança das crianças, levando-as a servir de mentores dos seus pares, ao nível da segurança online. Por outro lado, como também refere o estudo, apesar das crianças geralmente confiarem nas suas capacidades online, também é verdade que por vezes se sentem confusas. Tal pode mesmo levá-las a duvidar das suas capacidades ou a terem consciência das suas falhas, criando também um interesse genuíno em atenuá-las.

Equilibrar Oportunidades e Perigos
Como refere este estudo, pode-se pensar que as crianças que estão online mais vezes, desenvolvam capacidades que lhes permitam optimizar os benefícios e evitar os riscos. De facto, muitas vezes espera-se que se pode deixar estas crianças mais entregues a si próprias, enquanto se dedica mais atenção aquelas que estão menos tempo online e que, por terem menos experiência, correm maiores riscos do que aqueles que "sabem o que estão a fazer". Mas a realidade é outra.

Maiores Benefícios, Mais Riscos
De acordo com o estudo UK Children Go Online, as crianças que usam a Internet com maior frequência, fazem-no de uma forma mais abrangente, aproveitando melhor as oportunidades colocadas pela Internet, são também aquelas que estão expostas a riscos maiores. Comparando os utilizadores diários com os semanais, os primeiros estão mais inclinados para o desenvolvimento de websites, para a participação política e actividades interactivas. Todavia, os utilizadores diários também estão mais sujeitos a confrontarem-se com material violento ou pornográfico online, a encontrarem-se no mundo real com amigos online e a revelarem dados pessoais online.

Contradições Quanto à Orientação Parental Por fim, este estudo revela que aquelas crianças que fazem uma utilização menos intensiva da Internet encaram menos riscos, mas também beneficiam de menos oportunidades. Daqui resulta que, dados os custos que a redução da utilização acarreta, simplificar tudo à restrição do acesso das crianças à Internet constitui uma estratégia pobre para minimizar os riscos que as crianças enfrentam.

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in Info&Net, A Capital, Lisboa, 01 de Outubro de 2004



Artigos Anteriores:
> Pais Ainda Subestimam Riscos Online – Parte 4
> Pais Ainda Subestimam Riscos Online – Parte 3
> Pais Ainda Subestimam Riscos Online – Parte 2
> Pais Ainda Subestimam Riscos Online – Parte 1
> Ouvir as Experiências das Crianças

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