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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2004 - SETEMBRO
Pais Ainda Subestimam Riscos Online - Parte 2
Por Tito de Morais

A semana passada iniciei aqui uma abordagem às principais descobertas do estudo UK Children Go Online, Surveying the experiences of young people and their parents. Hoje prossigo a abordagem, referindo as descobertas deste estudo ao nível da Educação, Aprendizagem e Literacia e da Pornografia Online.

De acordo com as descobertas deste estudo no domínio da Educação, Aprendizagem e Literacia, existe ainda muito a fazer para aumentar as aptidões relacionadas com a Internet e a literacia. Quer das crianças, quer dos pais. De facto, muitas das crianças estão a usar a Internet sem ainda disporem de capacidades ao nível da avaliação crítica de conteúdos e muitos pais não dispõem das capacidades necessárias para orientarem e apoiarem a utilização da Internet pelos seus filhos.

Formação Ainda é Pouca
Apesar de todos os esforços ao nível da política educativa, 30% dos inquiridos afirma não ter recebido qualquer instrução sobre a utilização da Internet, enquanto que 23% afirma ter recebido muita instrução, 28% alguma e 19% pouca. Surpreendentemente ou não, estes dados assemelham-se a dados obtidos num inquérito a alunos portugueses em 2003, em que a iniciação ao uso do computador e ás ferramentas a ele associadas era feita, na sua esmagadora maioria, fora da escola. Por auto-aprendizagem (44%), com a família (33%) ou com amigos e colegas (19%). Apenas 23% dos inquiridos afirmavam ser com os professores e 10% ainda não usava o computador.

Fosso Entre Pais e Filhos
Uma facto que também não surpreende é a generalidade das crianças inquiridas considerar-se mais experiente que os pais no que respeita à utilização da Internet. De facto, 28% dos pais que usam a Internet consideram-se principiantes, comparados com apenas 7% das crianças que usam a Internet diária ou semanalmente. E apenas 12% dos pais se consideram utilizadores avançados, comparados com 32% das crianças. Enquanto crianças e pais parecem confiantes nas suas capacidades ao nível da pesquisa de informação, apenas 1 em cada 3 pais sabe configurar uma conta de email, apenas 1 em cada 5 sabe instalar um filtro, remover um vírus, fazer o download de uma música ou resolver um problema.

Falta Capacidade Para Avaliar Conteúdos
Quarenta por cento das crianças inquiridas confia na informação que encontra na Internet, enquanto metade confia apenas em alguma dessa informação e apenas 10% é céptica sobre muita da informação online. Por outro lado, apenas 33% das crianças que usa a Internet pelos menos uma vez por semana afirma ter sido informada da importância da avaliação da fiabilidade da informação online. Entre os pais de crianças com idades compreendidas entre os 9 e os 17 anos, apenas 41% confia que os seus filhos aprenderam a avaliar a fiabilidade da informação online.

Pornografia Online
De acordo com este estudo, o contacto online com a pornografia é comum entre as crianças e os jovens. De facto, 57% das crianças entre os 9 e os 19 anos de idade que usam a Internet pelo menos uma vez por semana já teve em contacto com a pornografia online. A ideia dos seus pais é radicalmente diferente, já que apenas 16% dos pais pensa que os seus filhos já viram pornografia online. Mas o contacto com a pornografia online é muitas vezes acidental. De facto, 38% das crianças diz que viu a pornografia num pop-up publicitário, 36% diz que foi parar acidentalmente a um site pornográfico enquanto se encontrava à procura de outra coisa qualquer, 25% diz que recebeu pornografia em mensagens de email em massa ou por Instant Messaging. Apenas 10% das crianças visitou websites pornográficos propositadamente, enquanto que 9% recebeu pornografia enviada por alguém conhecido e apenas 2% recebeu pornografia de alguém que conheceu online. Por fim, entre os jovens dos 12 aos 19 anos, 68% afirma já ter visto pornografia na Internet, sendo que 20% a viu muitas vezes.

Respostas Diferentes
Quando as crianças se defrontam com a pornografia na Internet, metade afirma não se sentir incomodada com isso, mas uma minoria significativa afirma-se incomodada e 25% das crianças entre os 9 e os 15 anos que viu pornografia, afirma ter-se sentido enojada. Metade das crianças que viu pornografia online abandonou o site logo que pode, enquanto que outros afirmam ter ficado a ver, ter dito a um amigo ou pai, ter clicado nos links ou ter regressado posteriormente ao site.

Pais e Filhos de Acordo
Cinquenta e três por cento dos pais considera que a probabilidade dos filhos serem expostos à pornografia é maior na Internet do que na televisão, em vídeo ou revistas. As crianças concordam e curiosamente, 45% dos utilizadores Internet entre os 18 e os 19 anos que viram pornografia (online ou offline), pensam agora que eram demasiado jovens quando a viram pela primeira vez.

Logotipo do jornal A Capital
in Info&Net, A Capital, Lisboa, 10 de Setembro de 2004



Artigos Anteriores:
> Pais Ainda Subestimam Riscos Online – Parte 1
> Ouvir as Experiências das Crianças
> Oito Respostas de Segurança Muito Simples - Parte II
> Oito Respostas de Segurança Muito Simples - Parte I
> Quando Regressar de Férias, Previna-se.

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