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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2004 - AGOSTO
Ouvir as Experiências das Crianças
Por Tito de Morais

Auscultar directamente as crianças relativamente à utilização que estas fazem das novas tecnologias de informação em geral, e da Internet em particular, é uma excelente forma de detectar as Oportunidades e os Riscos que estas oferecem. Foi isso mesmo que fizeram duas investigadoras no Reino Unido.

O ano passado, um projecto de pesquisa no âmbito do ESRC E-Society Programme do Reino Unido, focou-se sobre a natureza da utilização da Internet por crianças. Baseado em catorze focus groups com crianças, este estudo abordou Áreas de Oportunidade (Aprendizagem - educação, aprendizagem informal e literacia; Comunicação - redes sociais, participação e identidade) e Áreas de Risco (Perigos - formas indesejáveis de conteúdos ou contactos; Desigualdades - exclusão e divisão digital).

Cinco Recomendações
Tomando por base os dados qualitativos resultantes dos focus groups, as autoras do estudo fazem cinco recomendações - a legisladores, operadores de serviços Internet, professores, pais e crianças - que, pela sua importância e por algumas delas reflectirem o que já aqui tenho afirmado, me parece importante transmitir.

Desenvolver capacidades de avaliação crítica
A literacia Internet das crianças e dos jovens precisa de ser mais apoiada e desenvolvida. Tal deverá ir para além dos aspectos técnicos e das capacidades de pesquisa, englobando o conhecimento crítico da qualidade, propósito e fidedignidade dos sites. Ser capaz de fazer uma avaliação informada dos sites e dos serviços online é crucial quando se pretende que as crianças e os jovens beneficiem das oportunidades e evitem os riscos online. Assim, enquanto pais, professores e outros devem continuar a valorizar a experiência das crianças, também deve ser reconhecido que elas precisam de orientação contínua na utilização da Internet.

Pais, confiem nos vossos filhos
As tentativas de pressão para regular a Internet em casa através de uma maior monitorização parental, maiores restrições e controlos pode encorajar o distanciamento das crianças em vez da obtenção da sua cooperação. Apesar de serem muitas vezes ingénuas relativamente às ameaças à sua privacidade por parte de fontes externas, as crianças são extremamente ciosas da protecção da sua privacidade relativamente aos seus pais. Os pais precisam de mais informação, confiança e orientação, para que se sintam habilitados a discutir os riscos com os seus filhos, especialmente à medida que estes crescem. Uma negociação explícita do equilíbrio entre a segurança da criança e a sua privacidade é importante para o estabelecimento de uma relação de confiança entre pais e filhos.

Melhorar os níveis de sensibilização sobre a segurança na Internet
Muitas crianças já tiveram um contacto directo com a pornografia online e muitas conhecem histórias de encontros arriscados em salas de chat. Como em muitas outras campanhas de segurança ou noutras áreas de informação pública, parece ser mais fácil passar a mensagem do que garantir práticas seguras. Apesar de ser encorajador reparar a sensibilização alargada para os riscos das salas de chat - que tem de ser sustentada através de campanhas contínuas - aparentemente as crianças continuam a adoptar comportamentos de risco, sendo por isso necessárias estratégias de sensibilização para a segurança mais cuidadosas e direccionadas.

Maximizar as oportunidades de participação e criatividade
O cinismo dos jovens ou a sua falta de interesse pela participação política usando para isso os recursos online coloca um desafio particular aos legisladores. Estes poderão tomar como ponto de partida a natureza e os canais de participação apreciados pelos jovens - criando ligações à música, à moda, aos animais, ao ambiente, etc. É particularmente desapontadora a forma como poucos jovens se sentem encorajados ou inspirados para criarem os seus próprios conteúdos Internet. Existe um desafio considerável, que não é menor para os operadores de serviços Internet, para fornecer aos jovens possibilidades acessíveis e estimulantes para a criação de conteúdos.

Superar a Divisão Digital
Não se deve assumir que todas as crianças têm acesso gratuito à Internet, isto apesar das condições mínimas de acesso se encontrarem cada vez mais generalizadas. Ainda se sabe muito pouco sobre as consequências sociais, educacionais - e outras - da exclusão, mas é claro que o acesso à Internet permanece fortemente estratificado e que, especialmente devido à popularidade e usos sociais da Internet, algumas crianças estão a ser marginalizadas. Se o uso da Internet for restrito à sua utilização educacional em escolas, bibliotecas, etc., então as crianças que não dispõem de acesso em casa poderão mesmo assim sentir-se excluídas da cultura dos seus pares.

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in Info&Net, A Capital, Lisboa, 27 de Agosto de 2004



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