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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2004 - AGOSTO
Oito Respostas de Segurança Muito Simples - Parte I
Por Tito de Morais

Em Abril deste ano referi aqui os resultados de um estudo desenvolvido pela Comissão Europeia e que revelava que 55% dos pais portugueses afirmava que os seus filhos não sabiam o que fazer se confrontados na Internet com situações que os incomodem ou que os deixem desconfortáveis. Eis oito sugestões.

Quando comparados com os restantes países da Europa alvo desse estudo, os pais portugueses não ficavam bem na fotografia. De facto, a maioria dos pais dos países do Norte da Europa - 55% no Reino Unido, 54% nos Países Baixos, 51% na Finlândia, 47% na Dinamarca e 41% na Alemanha - afirmou que os seus filhos sabem o que fazer nesses casos. Por oposição, nos países do Sul da Europa, a maioria dos pais - Grécia (60%), Portugal (55%), Itália (49%), França (46%) e Bélgica (46%) - afirmava que os seus filhos não sabiam o que fazer se confrontados com este tipo de situações. Mais grave, na Irlanda, em Espanha, na Áustria e em Portugal, mais de 30% dos pais tão pouco sabia responder à pergunta. Justifica-se assim deixar aqui algumas sugestões. Mas de que estamos a falar? O que pode incomodar ou deixar uma criança desconfortável na Internet?

Causas de Incómodo ou Desconforto
Sem querer ser exaustivo, as crianças e os jovens - e porque não, até os adultos! - podem sentir-se incomodados ou desconfortáveis na Internet basicamente por duas ordens de razões: conteúdos que vêm ou coisas que lêem ou que lhes dizem. Imagens de carácter pornográfico ou violento podem ser verdadeiramente incomodativas, quer para crianças quer para adultos. Este tipo de imagens tanto podem ser acedidas através de páginas web, como podem chegar-nos em resultado de pesquisas por imagens em motores de busca, sob a forma de pop-up's, anexos por email ou ainda através da troca de ficheiros, seja em programas de conversação tipo Instant Messaging e IRC, ou através de programas Peer-to-Peer, etc.. Resumindo, não é preciso que as crianças procurem este tipo de imagens. Muitas vezes são este tipo de imagens que vêm ter com as crianças. Esta é a primeira distinção importante a ter presente, pois muitas vezes as crianças podem sentir-se culpadas por estarem a ver este tipo de conteúdos, mesmo quando não são elas que os procuram, mas quando estes veem ter com elas. Já as coisas que lhes dizem e/ou que elas lêem e que sejam motivo de incómodo ou de desconforto, geralmente acontecem em programas de conversação como os que referi acima. Estas situações podem ocorrer em situações de bullying (crianças a implicarem com outras crianças) ou em situações de assédio de cariz sexual, por parte de adultos. A este nível, é importante não esquecer, que os predadores sexuais jogam com a psicologia da criança, instigando-as a guardarem segredo, o que as crianças muitas vezes fazem, por receio de estarem a fazer algo de mal, quando na realidade não são elas que estão a fazer algo de mal. E estas duas situações que podem envolver sentimentos de culpa, leva-me à primeira resposta de segurança.

#1 - Alertar os Pais
Pelas razões acima referidas, é de primordial importância deixar claro ás crianças que sempre que estas vejam, leiam ou que alguém lhes diga algo na Internet que as incomode ou que as deixe desconfortáveis que devem sentir-se à vontade para alertar os pais ou um outro adulto para esse facto. Assim, converse previamente com a criança, usando para isso a explicação que forneci previamente ao introduzir este tema. Sempre que possível, esta é a situação ideal. No entanto, como bem sabemos, as crianças nem sempre acedem à Internet, sob a supervisão directa de um adulto. Daí as restantes recomendações, que todavia não substituem esta.

#2 - Usar o Botão Retroceder
No caso de visionamento de páginas web, uma solução simples de deixar de ver um conteúdo que nos incomoda ou que nos deixa desconfortáveis é usar o botão "Retroceder" (Back) do browser. Este é representado na barra de ferramentas por um ícone em forma de seta que aponta da direita para a esquerda. Ao clicarmos nestes botão, somos levados para a página que visionámos antes daquela que nos incomoda. Alguns sites usam redireccionamentos sucessivos o que faz com que por vezes sejamos forçados a clicar várias vezes sucessivamente neste botão para conseguirmos escapar à página que não queremos ver. Por vezes, mesmo assim não conseguimos evadirmos dessa página, o que exige outro tipo de medidas mais drásticas. O que me leva à sugestão seguinte que referirei na próxima semana.

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in Info&Net, A Capital, Lisboa, 13 de Agosto de 2004



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