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Por Tito de Morais Um estudo da London School of Economics and Political Science revela grandes discrepâncias entre a realidade e ideia que os pais têm do uso que os seus filhos fazem da Internet. É que muitos dos miúdos não contam aos seus pais as experiências negativas, com receio de que estes lhes restrinjam o acesso. Há dias vivi um episódio familiar que me parece relevante partilhar convosco, pois encerra algumas lições que acho todos teremos a ganhar com a partilha. O meu filho mais novo, brevemente faz oito anos, passou a tarde em casa na companhia de um amigo mais velho, com dez anos de idade, e com a irmã deste, uma miúda com sensivelmente a mesma idade do meu filho. Sob a supervisão da minha mulher, durante a tarde, brincaram, viram televisão, jogaram Playstation e navegaram na Internet. Quando cheguei a casa, fui ter com os miúdos para saber como tinham passado a tarde. Foi então que o meu filho se apressou a querer mostrar-me um site que tinham visto. Apressado, respondi "agora não posso porque vou ter de sair já de seguida". Perante a insistência, lá acedi. Foi então que ele me começou a explicar que o amigo mais velho tinha introduzido um endereço e o que tinha acontecido de seguida. Apercebi-me pela descrição que tinham ido parar a um site não recomendável para a idade deles. O amigo apressou-se a explicar-me que tinha escrito mal o endereço que desejava e que em consequência disso tinham ido parar a tal site. O curioso foi que para me mostrar o referido endereço, o meu filho foi ao histórico do browser. Quando vi o endereço, disse-lhe que não precisava de me mostrar mais, evitando assim que a página fosse carregada. Verifiquei e apercebi-me que não tinham visitado mais nenhuma página do site, para além da homepage. Expliquei-lhes que tinham procedido da maneira correcta, não continuarem a ver o site quando se aperceberam que se tinham enganado e que o site não era indicado para eles. Felicitei o meu filho pelo facto de me ter vindo contar a história, pois são essas as instruções que tem, e salientei que essas coisas acontecem e que tinham acontecido com o amigo, mas que também lhe podiam acontecer a ele. Vem esta história a propósito de um estudo recentemente divulgado, "UK Children Go Online: Emerging Opportunities and Dangers", da responsabilidade de duas investigadoras da London School of Economics and Political Science (LSE), e sobre o qual um artigo da BBC refere que "muitos dos miúdos entre os 9 e os 19 anos não contam aos seus pais as experiências negativas, com receio de que estes reajam exageradamente, restringindo-lhes severamente o acesso à Internet". Por esta razão, este estudo revela grandes discrepâncias entre a realidade e ideia que os pais têm do uso que os seus filhos fazem da Internet. Sobre este estudo debruçar-me-ei no futuro, mas por agora, voltemos à história que contava, para podermos tirar as lições necessárias. Este episódio fez-me reflectir. Se por um lado, fiquei satisfeito por o meu filho se ter sentido à vontade para me contar o episódio, por outro fez-me pensar e desejar que o mesmo acontecesse que o episódio se tivesse verificado com ele. A outra situação que me fez reflectir, foi o facto de ter sérias dúvidas que tivesse havido algum erro na introdução do endereço. Aquele era o endereço pretendido. Por outro lado, o que também me fez reflectir foi o facto de outras crianças que não o meu filho, tinham sido expostas - ainda que brevemente - a conteúdos indesejáveis, em minha casa, quando estava sob a minha responsabilidade. Eis algumas das conclusões/recomendações a que cheguei, resultado de uma pequena reflexão, e que me parece útil partilhar convosco, antes que algo semelhante vos aconteça, com consequências eventualmente mais desagradáveis:
Estas recomendações foram o resultado de uma pequena reflexão que me pareceu útil partilhar convosco, antes que algo semelhante vos aconteça, com consequências eventualmente mais desagradáveis.
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