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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2004 - JULHO
Ciber Factos ou Ciber Disparates?
Por Tito de Morais

No passado dia 20 de Julho comemorou-se o 35º aniversário da chegada do Homem à Lua. "Um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a Humanidade". Segundo diversas fontes, os livros de História mentem. Estaremos a comemorar uma fraude gigantesca? A julgar pelo que se lê na Internet, e não só, parece que sim.

No primeiro trimestre de 2001, a Fox TV, um canal de televisão por cabo dos Estados Unidos, exibiu um documentário intitulado "Conspiracy Theory: Did We Land on the Moon?". O programa defendia a teoria de que as missões da Apollo dos anos 60 e 70 que levaram o Homem à Lua foram uma fraude. À época, a NASA não dispunha da capacidade técnica para levar homens à Lua e que a pressão da Guerra Fria havia levado a agência americana a construir uma fraude gigantesca, concluindo que tudo havia sido filmado na Terra. Eis alguns dos argumentos que suportam esta teoria.

"Onde Estão as Estrelas?!"
Se observarmos com atenção as fotografias tiradas pelos astronautas na superfície da Lua, facilmente nos apercebemos da ausência de estrelas. Ora, sem ar, o céu é preto. Então, onde estão as estrelas?!

"Onde Está a Cratera?!"
Nas fotografias tiradas pelos astronautas ao módulo lunar, não se vê nenhuma cratera provocada pelos propulsores deste! O natural seria que estes provocassem uma cratera na superfície onde o módulo alunou. No entanto, esta não existe.

"Sem Poeira, Como se Fazem Pegadas?!"
À medida que o módulo desce sobre a Lua, vê-se claramente a poeira a ser afastada pela força da propulsão dos foguetes do módulo lunar. Tendo estes afastado a poeira, como justificar que, sem esta, se vejam claramente as pegadas dos astronautas apenas a alguns metros do módulo?!

"As Sombras Não São Pretas!"
Nas fotografias tiradas pelos astronautas, as sombras não são pretas, podendo mesmo ver-se claramente os objectos. Ora se o Sol é a única fonte de luz na Lua e uma vez que não há ar para dispersar essa luz, então as sombras deveriam ser pretas.

"As Sombras Não São Paralelas!"
Muitas das fotos tiradas na lua, mostram-nos sombras divergentes. Ora se o Sol é a única fonte de luz na Lua, as sombras deveriam ser paralelas. Logo, as fotos são falsas. Manipuladas.

"Para Onde Foi o Módulo?!"
Uma das fotos mostra-nos o módulo lunar com uma montanha como pano de fundo. Noutra fotografia da mesmas montanha, já não se vê o módulo lunar. Como, se os astronautas não podiam ter tirado essa fotografia antes de alunarem? Por outro lado, depois de levantar vôo, o módulo lunar deixa a sua secção inferior na Lua. Daqui, conclui-se que a montanha é um cenário que usado em diversas filmagens.

"Não se Vêem Chamas!"
Quando o módulo lunar descola da Lua, separando-se da sua parte inferior, para levar os astronautas para órbita, não se vêem nenhumas chamas a sair do foguete. Ora, todos os foguetes têm chamas, logo trata-se de um logro.

"A Bandeira Está a Ondular!"
Quando os astronautas estão a montar a bandeira americana, esta ondula, agitada por uma corrente de ar. Se de facto, a filmagem tivesse lugar na Lua, tal não aconteceria devido ao vácuo.

"As Cruzes Estão Fora do Sítio!"
As máquinas fotográficas dos astronautas foram equipadas com cruzes de referência para ajudarem a medir os objectos nas imagens. No entanto, em algumas imagens, os objectos surgem à frente das cruzes, o que nunca poderia acontecer. Logo, as imagens são falsas.

Estes são apenas alguns dos argumentos de uma teoria em particular. Na Internet, outras abundam, com outros tantos argumentos, de carácter mais ou menos científico. Por outro lado, abundam também os sites que desmontam estas teorias, sites que põem em confronto pontos de vista diferentes. Inclusivamente um que se deu ao trabalho de construir uma fraude para desmascarar a "fraude". Um dos vídeos desse site circula por email na Internet, qual chain letter.

"Ciber Factos ou Ciber Disparates - Como Ensinar a Ensinar a Distinguir o Trigo do Joio na Internet", foi o título de uma apresentação que fiz no XXII Encontro de Professores de História da Zona Centro que se realizou nas Caldas da Rainha em Abril deste ano. Nessa apresentação referi este caso como um excelente exemplo que pode ser usado em termos pedagógicos para ajudar as crianças e os jovens a distinguir o trigo do joio na Internet. Também aí abundam os recursos que podem ser usados por professores e educadores. Haja vontade de pôr as crianças e os jovens a pensar pela sua própria cabeça.

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in Info&Net, A Capital, Lisboa, 23 de Julho de 2004



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