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Por Tito de Morais No passado dia 20 de Julho comemorou-se o 35º aniversário da chegada do Homem à Lua. "Um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a Humanidade". Segundo diversas fontes, os livros de História mentem. Estaremos a comemorar uma fraude gigantesca? A julgar pelo que se lê na Internet, e não só, parece que sim. No primeiro trimestre de 2001, a Fox TV, um canal de televisão por cabo dos Estados Unidos, exibiu um documentário intitulado "Conspiracy Theory: Did We Land on the Moon?". O programa defendia a teoria de que as missões da Apollo dos anos 60 e 70 que levaram o Homem à Lua foram uma fraude. À época, a NASA não dispunha da capacidade técnica para levar homens à Lua e que a pressão da Guerra Fria havia levado a agência americana a construir uma fraude gigantesca, concluindo que tudo havia sido filmado na Terra. Eis alguns dos argumentos que suportam esta teoria.
"Onde Estão as Estrelas?!"
"Onde Está a Cratera?!"
"Sem Poeira, Como se Fazem Pegadas?!"
"As Sombras Não São Pretas!"
"As Sombras Não São Paralelas!"
"Para Onde Foi o Módulo?!"
"Não se Vêem Chamas!"
"A Bandeira Está a Ondular!"
"As Cruzes Estão Fora do Sítio!"
Estes são apenas alguns dos argumentos de uma teoria em particular. Na Internet, outras abundam, com outros tantos argumentos, de carácter mais ou menos científico. Por outro lado, abundam também os sites que desmontam estas teorias, sites que põem em confronto pontos de vista diferentes. Inclusivamente um que se deu ao trabalho de construir uma fraude para desmascarar a "fraude". Um dos vídeos desse site circula por email na Internet, qual chain letter. "Ciber Factos ou Ciber Disparates - Como Ensinar a Ensinar a Distinguir o Trigo do Joio na Internet", foi o título de uma apresentação que fiz no XXII Encontro de Professores de História da Zona Centro que se realizou nas Caldas da Rainha em Abril deste ano. Nessa apresentação referi este caso como um excelente exemplo que pode ser usado em termos pedagógicos para ajudar as crianças e os jovens a distinguir o trigo do joio na Internet. Também aí abundam os recursos que podem ser usados por professores e educadores. Haja vontade de pôr as crianças e os jovens a pensar pela sua própria cabeça.
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