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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2004 - FEVEREIRO
Coloque o Computador Numa Zona Comum
Por Tito de Morais

No meu primeiro artigo deste ano, sugeri 10 Resoluções de Segurança Para 2004. Na altura, um leitor escreveu-me referindo que uma delas, segundo a sua experiência era da maior importância, isto apesar de ser geralmente pouco considerada. Por esta mesma razão, o artigo desta semana expande esse tópico.

"Colocar o computador num local bem visível" é algo que se reveste da maior importância e é algo que é geralmente pouco considerado. De acordo com a experiência de um leitor, "este sistema já me resolveu muitas situações de maneira quase automática". O mesmo leitor acrescentou ainda que "na minha escola, quando da instalação do centro de recursos, chamei à atenção dos colegas para o facto de todos os computadores com ligação à Internet, estarem colocados de maneira bem visível para a funcionária responsável".

Porquê? Eis Duas Razões
De acordo com o Bob Williams, um detective do Departamento de Polícia de Greenwich, Connecticut, nos Estados Unidos, existem duas razões para que os computadores usados pelas crianças sejam colocados em locais da casa com elevado tráfego:

  • Desta forma, os pais podem supervisionar de perto as actividades online das crianças
  • De cada vez que um dos pais passa pelo PC, a criança é relembrada que tem de seguir as regras da família relativamente à utilização segura da Internet

A Importância Das Perguntas
Citado pela SafeKids/NetFamilyNews, este detective, que se dedica há seis anos à investigação de crimes Internet contra crianças, acrescenta ainda que passar pelo computador não basta. Parar e fazer perguntas é tão ou mais importante:

  • "Em que site estás?"
  • "Com quem estás a falar?"
  • "Como conheceste essa pessoa?"
  • "Alguém te escreveu algo que te fez sentir mal ou desconfortável?"

Este tipo de perguntas e de atitudes exemplificadas pelo detective Bob Williams revelam dois outros aspectos que também abordei no artigo que referi no início deste texto: a importância do estabelecimento de regras de utilização da Internet pela família e a importância desta assumir a sua responsabilidade de supervisão parental. Esta última, é considerada por este especialista "a chave para que as crianças tenham uma experiência construtiva e segura ao navegarem na Internet".

A Comunicação Inter-Pessoal
Se repararem, no texto acima não é feita uma única referência a qualquer solução tecnológica. No entanto, quando se fala na segurança online de crianças e jovens, invariavelmente fala-se mais de soluções tecnológicas de filtragem e monitorização do que em educação, formação e sensibilização. A correria do dia a dia a que as famílias estão hoje sujeitas, levam-nos a procurar soluções do tipo "carregar no botão" e a ignorar a importância das soluções não tecnológicas que privilegiam o diálogo e a comunicação inter-pessoal.

Dois Mundos Separados?
Na minha infância e adolescência não dispunha computadores, mas quando olho para trás, recordo-me como ouvia repetidamente o mesmo tipo de perguntas sugeridas pelo detective Bob Williams: "onde vais?", "com quem vais?", "donde conheces esse amigo?", etc. Julgo, que de uma forma geral, com maior ou menor intensidade, a generalidade dos pais continua a actuar desta forma. No entanto, no que toca aos computadores e à Internet, deixamos as crianças e os jovens sozinhos em frente ao computador, muitas vezes nos seus quartos, sem referências, sem modelos para seguir, sem supervisão. Eles no quarto, frente a um écran, e nós na sala frente a outro. Cada um fechado sobre si próprio, no seu mundo.

Este alheamento, leva-me a outra questão de igual importância. Como poderemos pretender ter alguma influência sobre os valores segundos os quais os nossos filhos são educados, se não nos familiarizarmos com as novas tecnologias de informação e comunicação, se não nos esforçarmos por os acompanhar na utilização que os nossos filhos fazem delas?

Por tudo isto, parece-me relativamente pacífico afirmar que o envolvimento parental é de facto a principal ferramenta para garantir a segurança de crianças e jovens online. Ou como afirmei de outro modo, noutro artigo, a falta de informação e envolvimento da famílias, da escolas e da comunidade, é a maior ameaça à segurança de crianças e jovens online.

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in Info&Net, A Capital, Lisboa, 27 de Fevereiro de 2004



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