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Por Tito de Morais
Uma notícia que li no final da semana passada e outra que li esta semana, associadas a outras chamadas de atenção que tenho feito nestas páginas, motivam o artigo desta semana.
O Exemplo do Reino Unido
No valor de 700.000 libras e englobando spots de rádio, cinema e publicidade online, esta campanha é lançada no âmbito das acções do Ministério para a promoção e sensibilização do público para a protecção das crianças online. Fornecendo orientações aos pais, a campanha visa encorajar as crianças a pensarem duas vezes sobre com quem comunicam em chat rooms e dar-lhes conselhos práticos sobre como usar a Internet e os telemóveis em segurança. Para isso, o Ministério do Interior britânico procedeu à revisão e actualização de um folheto destinado aos pais. Este passou agora a incluir novas orientações relativamente à instalação e configuração de sistemas de filtragem e monitorização e de um glossário destinado a ajudar os pais a falarem com os filhos de uma forma mais eficaz relativamente à Internet. Esta campanha constitui a terceira fase de uma campanha mais global no valor de 3 milhões de libras que foi executada no âmbito do trabalho do Grupo de Trabalho Governamental Sobre a Protecção de Crianças na Internet. De acordo com o Ministério, as primeiras duas fases da campanha foram muito bem sucedidas, tendo resultado no aumento do número de pais que dão conselhos de segurança online aos seus filhos e no aumento do número de crianças que sabem que não devem fornecer dados pessoais online. Todavia, o Ministério acrescenta que não se pode ser complacente, pelo que continuará a desenvolver esforços para se certificar que as crianças estão conscientes que na Internet as pessoas nem sempre são quem dizem ser. Reconhecendo o papel chave que os pais têm a desempenhar neste processo, a campanha fornece-lhes conselhos práticos sobre como manter os seus filhos seguros na Internet e demonstra o compromisso do governo britânico para com a protecção das crianças do uso insidioso da Internet por pedófilos.
Portugal: Judiciária Volta a Alertar
Ao longo destes mais de nove meses que levo de escrita desta coluna, já tive oportunidade de alertar para os perigos que encerra uma estratégia de massificação da banda larga sem o devido acompanhamento de campanhas igualmente apoiadas ao nível da sensibilização e educação dos utilizadores para uma utilização responsável e segura. Tenho também alertado para o facto de, em 2003, Portugal ter sido o país dos quinze que menor participação registou no Plano de Acção Para Uma Internet Mais Segura promovido pela União Europeia. Tenho também alertado para a falta de envolvimento que se verifica, a todo o nível, da sociedade civil. Perante isto, o panorama da segurança infantil e juvenil online não é animador. Pode até ser mesmo alarmante. Mas como não existem estudos, continuamos ignorantes e satisfeitos. Até despertarmos da pior maneira. Então pode ser que se faça algo.
Mais Um Monumento à Estupidez Dos Homens?
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