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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2004 - JANEIRO
10 Resoluções de Segurança Para 2004 - Parte II
Por Tito de Morais
O início de um novo ano, para além de ser comemorado com música, espumante, uvas passas e fogo de artifício é também assinalado pelas chamadas resoluções de ano novo. Eis algumas resoluções de ano novo que pode adoptar para 2004, no sentido de garantir a segurança online dos seus filhos e/ou educandos.
A primeira parte deste artigo pode ser consultada aqui.
6. Garantir o Cumprimento das Regras
Coloque as regras estabelecidas no ponto anterior num local visível perto do computador, de forma a que todos quantos o utilizam as vejam e tenham consciência delas durante a utilização. A segurança online de crianças e jovens não é algo estático, mas algo dinâmico. Regularmente surgem novas ameaças. As crianças crescem e amadurecem. Reveja periodicamente as regras para se certificar que estas se continuam a adequar à idade e à maturidade dos seus filhos ou educandos.
7. Conhecer Novas Ferramentas
Como já aqui referi, para além das ferramentas de segurança básicas como as firewalls, as aplicações anti-vírus, anti-spyware e as ferramentas anti-spam, existem outras ferramentas mais específicas no domínio da segurança online de crianças e jovens. Refiro-me a ferramentas de classificação e de filtragem de conteúdos, ferramentas de monitorização da utilização, ferramentas que vedam o acesso a determinados programas, etc. Por si só nenhuma delas é a solução, mas podem ser integradas por forma a garantir a segurança de crianças e jovens online. Informe-se sobre elas, decida quais as adequadas para a sua família, escola ou espaço público de acesso à Internet e implemente-as. Analise periodicamente se a sua solução se mantém actual e se continua a corresponder às suas necessidades. E sobretudo lembre-se que a melhor ferramenta para garantir a segurança online dos seus filhos e educandos não é um qualquer software milagroso, mas o software que quaisquer crianças têm entre as suas duas orelhas. Acima de tudo, é no "desenvolvimento" deste software que deve apostar.
8. Manter o Controlo
Já aqui referi que partilhar um computador com crianças e jovens não é uma tarefa fácil. Controlar essa partilha é da sua responsabilidade. Para isso, lembre aos seus filhos e educandos que o acesso não é um direito, mas sim um privilégio. Como privilégio que é, o acesso pode ser vedado a qualquer altura, sobretudo quando as regras de utilização não são cumpridas.
9. Encontros Offline
Um dos grandes perigos para uma criança ou para um jovem são os encontros offline com pessoas que apenas se conhecem online. Como já aqui referi, se na Internet qualquer criança se pode fazer passar por um adulto, o contrário também é verdade. E se é verdade que a Internet potencia a criação de novas amizades, também não é menos verdade que nem todos as pessoas são bem intencionadas. Assim, deixe claro desde o início que encontros na vida real com pessoas que apenas se conhecem da Internet apenas são permitidos com sua autorização prévia, na sua presença ou na presença de um adulto por si previamente autorizado.
10. Saber Por Onde Eles Andam
Na vida real, um pai ou uma mãe geralmente gostam de saber por onde andam e com quem andam os seus filhos. O mesmo deve acontecer online. Fale sobre o assunto com o seu filho/educando. Que sites visitam? Com quem trocam mensagens? Veja regular e conjuntamente o histórico do browser instalado no seu computador e analise periodicamente os logs do seu computador.
 in Info&Net, A Capital, Lisboa, 09 de Janeiro de 2004
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