Logotipo MiudosSegurosNa.Net

Bandeira de AngolaBandeira do BrasilBandeira de Cabo VerdeBandeira da Guiné-Bissau
Bandeira de MoçambiqueBandeira de PortugalBandeira de São Tomé e PrincípeBandeira de Timor Leste
Subscreva a Newsletter
[MiudosSegurosNa.Net]

> Definir Homepage
> Adicionar a Favoritos
> Imprimir Esta Página
> Recomendar Página
> Ligue-se a Nós!
> Artigos Para o Seu Site
> Donativos

ARTIGOS DE OPINIÃO - 2003 - DEZEMBRO
A Maior Ameaça à Segurança Online de Crianças e Jovens
Por Tito de Morais

A maior ameaça à segurança online de crianças e jovens é uma ameaça meio escondida, sobre a qual quase nunca se fala e que, por isso mesmo, tem muito pouca visibilidade. Exactamente por estes factos a considero uma ameaça maior do que aquelas que tenho abordado nos últimos dois artigos. E no entanto, toca-nos a todos.

Nos dois últimos artigos abordei os cinco grandes C’s que estão na base da preocupação relativamente à segurança de crianças e jovens online. Referi as conclusões de um estudo financiado pela União Europeia em 1999 e que apontava os Conteúdos inapropriados, os Contactos potenciais mal intencionados e as práticas Comerciais e publicitárias não-éticas como as principais ameaças à segurança online de crianças e jovens. Referi também a necessidade de actualizar estes três C’s, acrescentando-lhes outros dois, os Comportamentos compulsivos e o Copyright ou direitos de autor. A terminar esta série de artigos, prometi abordar uma ameaça raramente referida e que, quanto a mim, constitui a maior ameaça à segurança online de crianças e jovens.

Anytime, Anyplace, Anywhere...
Hoje, as crianças e os jovens têm acesso online não só a partir de casa, mas também a partir da casa de familiares e amigos, da escola, de bibliotecas públicas, clubes, cibercafés, espaços Internet geridos por autarquias locais, centros comerciais e outros espaços públicos. Hoje, para se ter acesso online já não é preciso ter-se um computador ligado a uma linha telefónica através de um modem. Hoje, o acesso faz-se não só através de computadores e PocketPc’s, mas também através de consolas de jogos, Personal Digital Assistants (PDA’s), telemóveis, televisões, etc. Como já referi nestas colunas, o acesso online faz-se hoje na maior diversidade de locais e através de uma grande variedade de dispositivos. Por tudo isto, a questão da segurança online de crianças e jovens não deve ser exclusiva de pais e educadores. A exposição aos riscos e às ameaças não se verifica só em casa.

Uma Preocupação Geral e Global
Nos dias de hoje a segurança de crianças e jovens deve ser um tema que preocupe famílias, escolas, espaços públicos de acesso à Internet, grupos não governamentais de defesa e promoção dos direitos de crianças e jovens, governos (locais e centrais), legisladores, forças da lei, empresas do sector das tecnologias de informação e comunicação e meios de comunicação social, entre muitos outros.

E o Que Fazemos Para Minorar os Riscos?
Quando olho para o que se tem feito em Portugal sobre este assunto, fico preocupado. Olho para as entidades referidas no parágrafo anterior, releio uma série de artigos que escrevi há cerca de 9 meses nestas páginas para traçar um panorama do assunto em Portugal e vejo que está quase tudo rigorosamente na mesma. Vejo que, como comunidade, pouco ou nada fizemos para alertar para os perigos da utilização irresponsável e não segura das tecnologias de informação e comunicação por parte de crianças e jovens. Continuamos sem ter consciência do problema, continuamos com falta de informação e com falta de envolvimento de todos os principais interessados. Resumindo, continuamos sem fazer frente ao problema.

E a Maior Ameaça é…
Por tudo isto, sou de opinião que a maior ameaça à segurança online de crianças e jovens não são os conteúdos inapropriados, nem os contactos potenciais mal intencionados, nem as práticas comerciais e publicitárias não-éticas, nem os comportamentos compulsivos, nem tão pouco a protecção dos direitos de autor (copyright). A maior ameaça à segurança online de crianças e jovens é aquilo a que chamo a "síndroma da falta de tempo". Em termos concretos, isto traduz-se na falta de consciência do problema, falta de informação e falta de envolvimento da parte das famílias, das escolas, espaços públicos de acesso à Internet, grupos não governamentais de defesa e promoção dos direitos de crianças e jovens, governos (local e central), legisladores, forças e agentes da lei, empresas do sector das tecnologias de informação e comunicação e meios de comunicação social, entre muitos outros. O mais curioso é que tudo isto se traduz também na forma ineficaz como procuramos solucionar o problema. Se quiser saber porque razão o que fazemos não resolve o problema e o que precisamos de fazer para termos uma solução, não deixe de ler os próximos artigos onde abordarei estas questões.

in Info&Net, A Capital, Lisboa, 26 de Dezembro de 2003



Artigos Anteriores:
> Ameaças à Segurança Online de Crianças e Jovens - II
> Ameaças à Segurança Online de Crianças e Jovens
> "Não Ligues o 'Complicador'!"
> Contrato Familiar Sobre a Utilização da Internet
> A Internet: Um Dilema Para Pais e Educadores

Rotulado com ICRA - Internet Content Rationg Association
| Início | Recursos | Sobre | Mapa do Site |
                                                 © 2003-2007, Tito de Morais. Todos os Direitos Reservados.