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ARTIGOS DE OPINIÃO - 2003 - AGOSTO
"Aqui Pelo Menos Sei Onde Ele Está!"
Por Tito de Morais

"Estou com obras em casa e aqui pelo menos sei onde ele está!", dizia a mãe de uma criança para a monitora ao espreitar para dentro do Espaço Internet recentemente disponibilizado à população de uma pequena vila perdida no interior do país. Daqui pelo menos posso enviar este artigo para a redacção do Info&Net, pensei eu.

Aproveitando este mês, tradicionalmente de férias, desloquei-me até ao distrito de Viseu para umas pacatas férias no campo, visitar alguns familiares e fazer algum turismo por pequenas localidades meio perdidas no interior, desconhecidas para muitos, mas carregadas de história. Assim, os últimos artigos tenho-os enviado para a redacção a partir de uma residência numa pequena aldeia perto de S. Pedro do Sul. Para isso tenho-me socorrido de uma ligação telefónica analógica disponibilizada através de um velho telefone – daqueles que não têm teclas, mas sim um disco mecânico – e do modem 56Kbps do meu portátil.

Numa época em que já são poucas as pessoas que não dispõem de um telemóvel, muitos naturalmente começam a questionar a utilidade da manutenção de uma linha de telefone fixo. Foi com esta realidade que me defrontei esta semana quando visitei uns familiares que residem em Penedono.

Pertencendo ao Distrito de Viseu e à Região de Turismo do Douro, Penedono é uma pequena vila medieval, com pouco mais de 1.000 habitantes Vila histórica, cujo povoamento remonta ao período megalítico, Penedono é rica em vestígios históricos deste período, do tempo da fundação da nacionalidade e da época medieval. Se o ex-libris desta vila é o seu invulgar castelo de planta hexagonal que se ergue a mais de 900 metros de altitude e que se encontra classificado como Monumento Nacional, para muitos – nos quais me incluo – a sua mais recente coqueluche é o seu Espaço Internet.

Projecto desenvolvido pela respectiva autarquia no âmbito do programa Portugal Digital da Presidência do Concelho de Ministros e contando com o apoio do POSI – Programa Operacional Sociedade de Informação, o Espaço Internet da Câmara Municipal de Penedono encontra-se instalado perto de tudo e de todos em pleno centro da vila, nas imediações da Biblioteca Municipal e do Posto de Turismo local.

Com um horário de abertura alargado (das 10h às 21h de segunda a sábado e das 13h às 20h ao Domingo), este espaço acolhedor é um verdadeiro serviço público aberto a cibernautas de toda as idades e onde todos podem aceder de forma gratuita às novas tecnologias de informação e comunicação. Dispondo de 6 computadores equipados com modernos monitores flat-screen, complementados por periféricos tais como impressora, scanner, webcam, headphones e joystick, todos os computadores usam o Windows XP Professional como sistema operativo e integram ainda o Microsoft Office (Word, Excel, Access, Outlook e PowerPoint). Dois dos computadores disponibilizam ainda o FrontPage, permitindo assim a edição de páginas web.

Para além do espaço acolhedor e da modernidade dos equipamentos, outros aspectos me surpreenderam agradavelmente, tal como uma pequena sala de espera e uma pequena biblioteca que disponibiliza algumas publicações relacionadas com as novas tecnologias de informação e comunicação.

Outro aspecto que me agradou foi o cuidado revelado relativamente às questões da segurança. De facto, nos dias em que usei este espaço não dei por qualquer perturbação relacionada com os worms que recentemente têm atormentado até os utilizadores mais experientes. A esse facto não será concerteza estranho o facto de todos os computadores disporem também de aplicações anti-vírus e de a introdução de diskettes nos computadores não ser permitida sem autorização prévia. Ao nível da segurança infantil surpreendeu-me também agradavelmente a presença permanente de uma monitora e a disponibilização em diversos locais de uma lista de sites recomendados para crianças. Este aspecto assume particular importância quando facilmente se percebe que as crianças e os jovens são o principal utentes do espaço. A este nível, um aspecto chamou-me ainda à atenção. Uma das vezes em que usei o espaço, apercebi-me que dos seis computadores (com um ou dois utilizadores cada), dois deles estavam ocupados com dois pares de raparigas adolescentes que estavam a usar programas de conversação. A este nível, este espaço em tudo tinha a ganhar se afixasse algumas dicas de segurança destinadas aos seus utilizadores mais jovens, particularmente aqueles que utilizam serviços ou programas de chat.

Segundo me informei, o espaço é frequentado diariamente por cerca de 60 pessoas que dispõem de sessões de uma hora. Mas a limitação de tempo é sobre este aspecto importante. É que habitualmente as crianças aguardam à porta pela abertura do espaço, pelo que não se pode propriamente dizer que arranjar uma aberta seja muito fácil. A limitação do tempo é ainda importante para o equilíbrio das crianças, evitando assim a utilização quase compulsiva e deixando espaço para outro tipo de actividades.

E é aqui que me parece que este espaço assume muita da sua importância. Para uma criança numa pequena localidade como esta não devem abundar os motivos de interesse e este tipo de espaços podem assim desempenhar um papel social bem importante, como o demonstra a afirmação com que iniciei este artigo. Para além do seu papel social, este tipo de espaço revela-se ainda de uma extrema utilidade, permitindo às crianças e aos jovens do interior, tradicionalmente esquecido, terem um acesso fácil e gratuito às novas tecnologias de informação e comunicação. A estes espaços cabe ainda um importante papel educativo, sendo para isso útil a sua animação com acções pedagógicas que ensinem os miúdos a tirarem mais partido das tecnologias que agora têm ao seu dispor. E por fim, se não fosse por este espaço, teria ainda de pensar como fazer chegar este artigo à redacção.

in Info&Net, A Capital, Lisboa, 29 de Agosto de 2003



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